Em casa de ferreiro, o espeto é de pau

Guarimbas: atos de vandalismo organizados pela oposição venezuelana
Guarimbas: atos de vandalismo organizados pela oposição venezuelana

O Homem Livre.- Senadores brasileiros da direita que articula um golpe de estado no país decidiram visitar “presos políticos” da Venezuela. Uma clara provocação à soberania do país vizinho, tudo, supostamente em nome da democracia.

Provocação esta que muito se assemelha a de semana passada em que o fascista Marcello Reis foi ao Congresso Nacional do PT com dizeres “impeachment já”.

Encabeçados por Aécio Neves (PSDB), os senadores Ronaldo Caiado (DEM), Aloysio Nunes (PSDB) e Cássio Cunha Lima (PSDB) foram à Venezuela pedir liberdade de Leopoldo López, líder da oposição ao governo de Nicolás Maduro.

Interessante é que Leopoldo López também é um golpista. Em 2002, participou ativamente do golpe de estado que depôs Chávez; um golpe de estado que dissolveu o parlamento, o supremo tribunal de justiça, o conselho nacional eleitoral, a procuradoria geral da república, a defensoria do povo e o controlador geral da república. López, nesse momento, era prefeito de Chacao e sob suas ordens diretas prendeu ministros e políticos ligados ao governo deposto. Golpe esse que foi rapidamente revertido por uma gigantesca mobilização de massas que devolveu o governo a Chávez.

O golpista López não se deu por satisfeito e em 2014 liderou uma nova mobilização golpista, desta vez contra Maduro, as chamadas “guarimbas” que resultaram nas mortes de 43 pessoas. Segundo um membro do governo venezuelano que acompanha a delegação brasileira: “Em 23 de janeiro de 2014, Leopoldo López, María Corina Machado e Antonio Ledezma, identificados como a ala radical da oposição, convocam a imprensa para anunciar o plano que eles chamaram ‘La Salida’. O objetivo do plano era a deposição do presidente Nicolás Maduro. Houve pequenas manifestações inicialmente. Mas em 12 de fevereiro, deste mesmo ano, eles convocaram uma manifestação até o Ministério Público. Era o “dia da juventude” e a convocação foi voltada principalmente para os estudantes universitários. A convocatória foi feita por Leopoldo, ele veio encabeçando a manifestação, e quando chegaram diante da Procuradoria, os líderes sumiram e começou a bagunça. Quebraram a sede do ministério público, tentaram incendiá-la.”

E completa: “Vários agentes da ordem foram executados com tiros na cabeça. Eles (os “guarimbeiros”) colocavam fios de arame de poste a poste, atravessando a rua, que provocaram a degola de vários motociclistas”.
Entretanto, novamente a população reagiu nas ruas contra os golpistas e derrotaram-nos.

“La Salida”, como ficou conhecido o plano golpista, já estava em andamento em outubro de 2013, como fica claro em vídeos de discursos de López nos Estados Unidos: “Como vamos esperar 6 anos mais?” perguntava o golpista diante a derrota no pleito democrático.

Coincidências? Aécio Neves que perdeu as eleições ano passado e quer a todo custo derrubar o governo Dilma vai à Venezuela visitar um golpista…ambos derrotados nas urnas.

“Estamos aqui para defender a democracia e até agora o governo venezuelano tem demonstrado pouco apreço por ela”, escreveu Aécio Neves. Qual democracia defende Aécio Neves? No Brasil, por acaso não há inúmeros casos de presos políticos? Porque a comitiva “democrata” não se dirigiu ao Rio de Janeiro em defesa da liberdade de Rafael Braga, condenado a cinco anos de prisão por portar Pinho Sol durante as manifestações de junho de 2013, acusado de utilizar o desinfetante como explosivo?!

Trata-se sim de uma articulação golpista internacional contra os governos nacionalistas-burgueses latino-americanos que o imperialismo norte-americano quer derrubar pela força, por quaisquer meios possíveis, para impor ataques e “ajustes” muito mais profundos que o governo do PT está realizando contra a classe trabalhadora.
A população venezuelana mostrou-se novamente consciente da manobra internacional para desestabilizar seu governo e cercou a comitiva golpista brasileira. Impediram-nos com gritos “Fora, fora. Chávez não morreu, se multiplicou” de realizar a visita ao golpista local.

Indignados, os senadores brasileiros se articulam e cobram do Congresso Nacional, da presidente Dilma e do Itamaraty sanções contra a reação popular venezuelana. Exigem que o Brasil retire seu embaixador do país vizinho.
“O Presidente do Congresso Nacional repudia e abomina os acontecimentos narrados e vai cobrar uma reação altiva do governo brasileiro quanto aos gestos de intolerância narrados.

As democracias verdadeiras não admitem conviver com manifestações incivilizadas e medievais. Eles precisam ser combatidos energicamente para que não se reproduzam.” publicou a Assessoria de imprensa da Presidência do Senado.

Oras, e contra as mobilizações violentas dos fascistas venezuelanos em 2014? E contra as manifestações fascistas no Brasil?

Para eles a democracia é uma linda palavra no país alheio. Enquanto aqui serve, inclusive, para pedir “intervenção militar constitucional”.

Fonte: https://www.facebook.com/1569412009966634/photos/np.1434670217478753.100008163660248/1603400259901142/?type=1&notif_t=notify_me

Foto: twitter

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