Em carta, Cunha desmente Temer e confirma conspiração do golpe

2017-04-18 14:32
Em carta, Cunha desmente Temer e confirma conspiração do golpe

Fazendo questão de detalhar o ocorrido, Cunha diz na carta que o parecer do processo de impeachment contra a oresidenta Dilma Rousseff foi submetido, antes de sua abertura, ao então vice-presidente Temer. Ele contradiz a entrevista dada por Temer à TV Bandeirantes, e afirma que o encontro aconteceu dois dias antes da abertura do processo de afastamento e não por telefone, como disse Temer na entrevista. “Lamento que nesta data, onde se completa um ano da votação da abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, comandada por mim, tenha de vir a público desmentir o presidente que assumiu o cargo em decorrência desse processo”, escreveu Cunha em carta. Cunha garantiu que submeteu a Temer o parecer do impeachment 48 horas antes da abertura do processo. Segundo o ex-deputado, o “parecer preparado por advogados de confiança mútua, foi debatido e considerado por ele correto do ponto de vista jurídico”.

Nas entrevistas concedidas à Band e, posteriormente, ao Jornal do SBT, Temer negou qualquer influência no pedido de impeachment. Disse que Cunha havia declarado que arquivaria todos os pedidos após parlamentares do PT afirmarem que votariam em favor dele no Conselho de Ética da Câmara. O golpista assegurou que na época chegou a levar essa informação a Dilma, que teria ficado satisfeita com a notícia. “Não existiu o diálogo descrito pelo presidente com relação aos fatos sobre o impeachment e o meu livro detalhará todos os fatos reais sobre o impeachment em ordem cronológica com farta comprovação”, diz outro trecho da carta.

E segue: “O verdadeiro diálogo ocorrido sobre o impeachment com o então vice-presidente, às 14 horas da segunda-feira 30 de novembro de 2015, na varanda do Palácio do Jaburu, 48 horas antes da aceitação da abertura do processo de impeachment, foi submeter a ele o parecer preparado por advogados de confiança mútua, foi debatido e considerado por ele correto do ponto de vista jurídico”.

Fonte: Portal Vermelho. 

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