Eleições animais

animalesPor Koldo Campos Sagaseta, País Basco.

(Português/Español)

Atribui-se ao escritor mexicano Guillermo Aguirre y Fierro o poema que compartilho umas linhas mais abaixo e que, apesar de ter sido publicado em 1926, com o passar do tempo não só não perdeu a graça senão, o que é pior, ganhou vigência.

No seu amplo repasso pelas eleições animais o poema de Aguirre reflete certas humanas tendências que deveríamos levar em consideração aqueles que ainda aspiramos abandonar a selva. E o digo agora que estamos em eleições, porque da leitura do poema poderia se desprender alguma luminosa consequência para aqueles que se atrevam a responder para a pergunta com que o escritor concluía a sua fábula:

“O leão faleceu, triste desgraça! e foram,
por viver em democracia
nomear o novo rei dos animais.
Embora a alguns pareça tonto,
as ovelhas votaram pelo lobo;
como têm bons corações
pelo gato votaram os ratos,
e apesar de sua fama ladina
pela raposa votaram as galhinhas.
A pomba, inocente, votou pela serpente;
as moscas, nada ariscas,
decidiram que reinassem as aranhas.
Nem a toupeira teve dúvida, como tampouco queixa;
enquanto votava pela doninha;
os peixes, que sucumbem pela boca,
entusiasta votaram pela foca.
Por não poder trotar
um pobre asno que se queixava muito triste;
arrastou-se e deixou se voto pelo abutre;
o cavalo e o cachorro, não se assombre,
como sempre votaram pelo homem.
Amigo leitor, que inconsequências notas?
Diz para mim, não fazes o mesmo quando votas?”

Versão em português: Raul Fitipaldi, para Desacato.info
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Elecciones animales

Por Koldo Campos Sagaseta, País Vasco.

Se atribuye al escritor mexicano Guillermo Aguirre y Fierro el poema que comparto unas líneas más abajo y que, no obstante haber sido publicado en 1926, con el paso del tiempo no sólo no ha perdido gracia sino, lo que es peor, ha ganado vigencia.

En su amplio repaso por las elecciones animales el poema de Aguirre refleja ciertas humanas tendencias que debiéramos tener en cuenta quienes aún aspiramos a abandonar la selva. Y lo digo ahora que estamos en elecciones, porque de la lectura del poema podría desprenderse alguna luminosa consecuencia para quienes se atrevan a responder a la pregunta con que el escritor concluía su fábula:

“El león falleció, ¡triste desgracia! y fueron,
por vivir en democracia,
a nombrar nuevo rey los animales.
Aunque a algunos les parezca tonto,
las ovejas votaron por el lobo;
como son unos buenos corazones,
por el gato votaron los ratones,
y a pesar de su fama de ladinas
por la zorra votaron las gallinas.
La paloma, inocente, votó por la serpiente;
las moscas, nada hurañas,
decidieron que reinaran las arañas.
No tuvo el topo duda, como tampoco queja,
mientras votaba por la comadreja;
los peces, que sucumben por la boca,
entusiastas votaron por la foca.
Por no poder encaminarse al trote
un pobre asno quejumbroso y triste
se arrastró a dejar su voto por el buitre;
el caballo y el perro, no os asombre,
como siempre, votaron por el hombre.
Amigo lector ¿qué inconsecuencias notas?
Dime ¿no haces tú lo mismo cuando votas?”.

Imagem: www.imagui.com

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