“Egin” vive

Cronopiando por Koldo Campos Sagaseta.

(Português/Español).

O jornal basco Gara, em sua edição dominical, publicava uma ampla reportagem sobre o estado em que se encontram as instalações do jornal Egin e da emissora Egin Irratia, meios fechados em 1998 por ordem do juiz Garzón e com o beneplácito do Estado.

Faz 3 anos, o Supremo Tribunal, declarava improcedente a clausura desses meios e instalações que seguem, apesar da sentença, sem ser devolvidas a seus legítimos proprietários.

Escrevia Fermín Munarriz a respeito: “Atravessar  a porta principal de Egin é viajar ao coração das trevas judiciais”.

E ao denunciar o lamentável estado em que estão essas instalações Munarriz descrevia, mais do que seu abandono,  a ruína em que se encontra a justiça espanhola, uma justiça rachada e afundada, que fede a ácido, que tanto como pó acumula escombros e pastosas poças. Uma justiça cujos valores foram arrancados, sua independência saqueada, seus materiais revirados, seus arquivos desbaratados e da qual não deixaram corrimão nem grades. Uma justiça exposta à que as águas sujas de seus esgotos seguem introduzindo desperdícios, para acabar formando uma grande barricada de dejetos.

Da longa e impune cadeia de atropelos já decorreram 14 anos. Onze jornalistas continuam presos e sequestrados dos meios de comunicação.

Em breve, embora sempre será tarde, esses onze jornalistas livres voltarão para casa. Poderemos ler a notícia em Egin, mesmo que se chame Gara… Lamentavelmente, também então, a justiça espanhola seguirá sendo a mesma barricada de dejetos que hoje nos nega o direito à vida.

“Egin” vive

 Cronopiando por Koldo Campos Sagaseta.

El diario vasco Gara, en su edición dominical, publicaba un amplio reportaje sobre el estado en que se encuentran las instalaciones del periódico Egin y de la emisora Egin Irratia, medios cerrados en 1998 por orden del juez Garzón y con el beneplácito del Estado.

Hace 3 años, el Tribunal Supremo, declaraba improcedente la clausura de esos medios e instalaciones que siguen, no obstante la sentencia, sin devolverse a sus legítimos propietarios.

Escribía Fermín Munarriz al respecto: “Atravesar  la puerta principal de Egin es viajar al corazón de las tinieblas judiciales”.

Y al denunciar el lamentable estado en que están esas instalaciones Munarriz describía, más que su abandono,  la ruina en que se encuentra la justicia española, una justicia agrietada y hundida, que apesta a ácido, que tanto como polvo acumula escombros y pastosos charcos. Una justicia cuyos valores han sido arrancados, su independencia saqueada, sus materiales revueltos, sus archivos desbaratados y de la que no han dejado ni los pasamanos ni las barandillas. Una justicia expuesta a que las aguas sucias de sus cloacas sigan introduciendo desperdicios, para acabar formando una gran barricada de desechos.

De la larga e impune cadena de atropellos han transcurrido ya 14 años. Once periodistas siguen estando presos y secuestrados dos medios de comunicación.

Muy pronto, aunque siempre será tarde, esos once periodistas libres volverán a casa. La noticia la podremos leer en Egin, así se llame Gara… Lamentablemente, también entonces, la justicia española seguirá siendo la misma barricada de desechos que hoy nos niega el derecho a la vida.

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