Editorial

Florianópolis, 10 de maio de 2015.

A agenda comunicacional dos países hegemônicos de Ocidente não é um invento contemporâneo. Sempre funcionou e funciona ainda de acordo com os interesses políticos e econômicos do capital; também em união de forças com a interferência cultural, exportando modelos, estéticas e paradigmas desses países.

Nesse marco os heróis sempre são soldados norte-americanos (chamados de ‘americanos’, o resto somos brasucas, sudacas, bárbaros, terroristas, pessoal de serviço, etc.), charmosos combatentes franceses, sonhadores italianos, austeros germanos, tudo, menos latino-americanos ou caribenhos, russos, chineses, africanos ou indígenas de qualquer latitude.

Essa desordem histórico-comunicacional proposital de Ocidente costuma vir à tona desde que a internet socializa algo da verdade histórica, e desde que cada vez mais setores da sociedade se propõem informar e ser informados por outras vias que não as ‘histórias oficiais’ dos dominadores e sua mídia.

Essas histórias oficiais omitem os heroicos 27 milhões de cidadãos soviéticos que deram sua vida pela humanidade contra a loucura nazista, na Grande Guerra Patriótica da qual se fizeram 70 anos na semana que findou. A história malversada determina em livros, jornais, universidades, e especialmente através do cinema, a impressão que poucos ousam discutir segundo a qual temos sido salvos da barbárie nazista graças, para variar, aos heróis norte-americanos e seus sócios britânicos, dentre outros atores. Mas, isto não só acontece por responsabilidade dos asseclas do Império. Muitas vezes setores redutores da esquerda mundial confundem o despotismo stalinista com o heroico povo soviético, como se este não tivesse sofrido os desmandos ditatórias do mesmo.

Quando a comunicação seja livre, e um dia o será, a história, a outra informação, a verdade, surgirão para serviço da independência definitiva dos Povos e para o avanço da civilização, ainda perturbada em labirintos de mentiras e meias verdades.

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