Documentário “Severo, Severino”, sobre o artista Severo Cruz, em Florianópolis

O curta-metragem conta um pouco da vida e muito da obra do ator e cantor que nasceu carioca e se tornou ilhéu, contribuindo em muitas produções artísticas no estado

São 18 minutos sem desviar a atenção da tela para sentir a intensidade do artista multifacetado Severo Cruz, que preenche o espaço com uma fala sincera, um olhar direto e uma presença expressiva com gestos largos, marcados pelas mãos adornadas por grandes anéis. Um mosaico de imagens com fotos de arquivo, cenas de filmes que ele participou, um passeio pelo Rio de Janeiro, depoimentos do próprio ator e muita música dão cor e ritmo a Severo, Severino, coprodução da Contraponto e Vinil Filmes, com direção e roteiro de Kátia Klock e Marco Martins, e produção executiva de Lícia Brancher.
O filme é resultado de um trabalho intenso dos diretores que acompanharam o artista, filmando em diferentes situações desde julho de 2014. No final de 2016 o projeto recebeu o Prêmio Catarinense de Cinema, da Fundação Catarinense de Cultura (Governo do Estado), e pode ser concretizado. A pré-estreia será no Centro Cultural Sol da Terra, na Lagoa da Conceição, e depois da exibição gratuita do curta-metragem a equipe e o artista preparam uma roda musical para brindar o trabalho.

Resgate e valorização do artista
Severo Severino é um documento que conta uma história única e particular, marcada por atrevimentos e dores, mas também por talento e a alma transcendental que os artistas de todas as grandezas possuem. “Severo havia trabalhado em filmes nossos e de repente o encontramos na praça da Lagoa, morando dentro de um carro e com problemas de saúde. Este foi o dispositivo do filme, queríamos de alguma forma ajudá-lo. Ele estava abalado e queria falar sobre a sua condição humana e fazia sempre paralelos com sua situação como um artista naquele momento com 66 anos, movido a brilhos e palcos, porém com a nítida certeza de que a vida é cheia de confrontos. Severo é superlativo em tudo, é um artista até na vida real”, comenta a diretora Kátia Klock, da Contraponto.
O profundo trabalho de pesquisa, com o cuidadoso roteiro e a fotografia assinada por Kike Kreuger, resulta numa emblemática crônica sobre o performático Severo Cruz, que chegou na Ilha de Santa Catarina no início dos anos 1980 e hoje é um nome importante no meio artístico do Estado. Para o diretor Marco Martins, da Vinil Filmes, “realizar o filme com o Severo foi mergulhar nos altos e baixos na vida de um artista. O contraste sempre presente, alegria e tristeza, anonimato e reconhecimento, no fundo uma experiência sem igual. Severo é um artista de extremo talento vivendo à margem, porém com o coração aberto, sempre de bem com a vida”.
“Doutor Stênio, telefone para o senhor!”
Quando entrou em cena e soltou essa fala, no primeiro filme que participou –  Juventude e Ternura, longa-metragem de Aurélio Teixeira (1968) – ao lado de um elenco de estrelas como Wanderléa, Anselmo Duarte, Cyl Farney e Jorge Dória – provavelmente Severo não imaginasse todas as aventuras, para o bem e para o mal, que viriam a seguir. Em sete décadas de existência, já são 52 anos de carreira artística.
Por tudo que fez (e faz), Severo Cruz é um personagem cheio de histórias. Ele chegou em Florianópolis em 1984 com o grupo teatral Unidade Móvel, do Rio de Janeiro. Aqui criou o grupo Severo e sua Troupe e participou de vários filmes nos últimos 17 anos, como Roda dos Expostos (2001), de Maria Emília de Azevedo, Eu Passarinho (2003), de Marco Martins, Modernos do Sul (2004), de Kátia Klock, A Antropóloga (2011), de Zeca Pires, Ao Velho Lobo do Mar (2012), de Eduardo Guerreiro, Taí… ó! Uma aventura na Lagoa (2014), de Mauricio Venturi, O Aquário de Antígona (2016), de Alceu Bett, e muitos outros.
Nascido no Morro do Pinto, no Rio de Janeiro, esse carioca de nascimento diz que se sente ilhéu e escolheu Florianópolis para sempre. Hoje a ginga e o ritmo musical fazem dele um cantor performático de festas e bares, ganhando a vida cantando, principalmente, samba de raiz. Quando Severo canta, personifica o seu principal personagem, aquele que esquece todas as dores no corpo, dança descalço e se joga de corpo e alma, emocionando plateias com suas performances. Quem já presenciou Severo Cruz em suas rodadas de samba pela capital conhece a alma deste artista.
Serviço
Pré-estreia documentário “Severo, Severino”
Quando: 07/02/2018, às 19h30
Gratuito
Evento
Linete Martins
Assessora de Imprensa
MAIS INFORMAÇÕES
SINOPSE
“O teatro é maravilhoso, renova a tua emoção. O cinema imortaliza a gente. A música é fantástica porque te revitaliza a cada apresentação”. Ao interpretar o próprio papel na vida real, Severo Cruz revela doses de realidade e imaginário, com esquetes da vida protagonizada e situações cotidianas que lembram uma peça dramática. Onde termina o homem e nasce o artista?
coprodução
CONTRAPONTO e VINIL FILMES
direção e roteiro . Kátia Klock e Marco Martins
produção executiva . Lícia Brancher
direção de fotografia . Kike Kreuger
técnicos de som . Leandro Cordeiro e Gustavo Andrade
câmeras . Kike Kreuger, Marco Martins e Kátia Klock
montagem . Marco Martins e Kátia Klock
finalização de som . Leandro Cordeiro
pós-produção . Erico Dias
assessoria contábil . Patricia Cândido Perassa
assessoria de imprensa . Linete Martins Assessoria e Consultoria em Comunicação

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