“Disseram que se o PMDB perdesse, não fariam mais a terraplanagem”, denuncia vice-presidente da Acomar de São Miguel do Oeste-SC

“Disseram que se o PMDB perdesse, não fariam mais a terraplanagem”, denuncia vice-presidente da Acomar de São Miguel do Oeste-SC

Por Claudia Weinman, para Desacato. info.

A construção do novo galpão da Associação de Coletores de Materiais Recicláveis (Acomar), de São Miguel do Oeste, sofre mais um impasse com as obras de terraplanagem paradas. Secretário de obras do município, Gelson Artifon, diz que não possui máquinas liberadas para fazer o serviço necessário para que a empresa inicie a colocação dos pré-moldados. Segundo o secretário, com a transição de governo, não há previsão para a realização da obra.

 Representantes da Associação de Coletores de Materiais Recicláveis (Acomar), de São Miguel do Oeste, que há mais de cinco anos reivindicam a construção do novo galpão para a realização dos trabalhos de separação do lixo, estão novamente enfrentando dificuldades para a realização da terraplanagem onde a edificação deverá ser construída. Conforme a vice-presidente da Acomar, Justina da Luz, após o período eleitoral, a situação ficou ainda mais complicada e representantes do Poder Público Municipal, segundo ela, não estão cumprindo com a promessa de deixar o galpão pronto até o final deste ano.

Segundo Justina, ela teria recebido uma ligação antes do pleito eleitoral. “Um dia desses alguém me ligou e disse que se o PMDB perdesse não iriam mais fazer a terraplanagem no local. Mas que culpa nós temos? Depois que passou a eleição eles simplesmente falaram que não iriam mais tirar a terra. Está tudo enrolado, na Prefeitura um empurra para o outro e tudo está na mesma”, comentou Justina.

Em uma matéria divulgada no mês de setembro pela reportagem do Portal Desacato, a secretária de Planejamento da Prefeitura, Marli da Rosa, havia dito que a previsão de conclusão do novo galpão da Acomar era até o final do ano. Na ocasião, Marli falou que os recursos aplicados no local, correspondem a R$ 250 mil provenientes da União e R$ 76 mil do Executivo Municipal.

No dia 05 de setembro, a promessa é de que seria feita a demarcação para a colocação dos pré-moldados e o levantamento da parte estrutural do galpão. No entanto, sem a terraplanagem, a empresa não conseguiu fazer a colocação do material. Ao conversar com a secretária nesta semana, a reportagem foi informada que a terraplanagem estaria a cargo do secretário de Obras, Gelson Artifon.

 “Vamos ver se conseguimos fechar as contas, ou não”, diz secretário

Em entrevista com o secretário de Obras, Gelson Artifon, ele disse que aguarda a liberação das máquinas para fazer o trabalho. A reportagem perguntou quem deveria liberar as máquinas, e ele respondeu: “Vamos ver, se conseguimos fechar as contas, ou não, com a transição de governo não sei certo como vai ficar”, disse.

Conforme o secretário, falta fazer a revisão nas máquinas e trocar o óleo. A reportagem questionou o secretário sobre a possibilidade da perda dos recursos para a construção do galpão caso o trabalho não fosse realizado, no entanto, ele disse que se as máquinas forem liberadas, em uma semana ele realiza o serviço. “Tem que fazer a revisão, trocar o óleo, fazer umas coisas. Acredito que se eles liberarem em uma semana concluo o trabalho. Vamos ter que ver como vai fechar as contas. Se eu tiver condições eu vou fazer. Perder recurso não vai perder não. Isso ai não perde, como vai perder?”, finalizou.

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