Diário – Um lar

Publicado em: 03/03/2011 às 09:04
Diário – Um lar

Por Larissa Cabral.

Chegamos à casa de Rony, onde fui recebida por sua esposa, Cinthia Liliana Martínez Gusmón, uma simpática jovem de 22 anos; o filho deles, Yassir Alejandro Martínez Martínez, um menininho de dois anos tímido, mas com cara de sapeca; a mãe de Rony, Gloria Rosa Chávez e as irmãs dele, Keidy Yanira, de 21 anos e  Katy Yacsira, de 16. Todos foram receptivos, ainda que com um pouco de vergonha. A casa é bastante simples, mas bem cuidada. Há uma varanda muito pequena, fechada com grades, depois uma sala, onde há um móvel com a televisão e alguns enfeites, dois sofás, uma poltrona e uma mesa de quatro lugares. Na parede, há um certificado com o nome de Rony, uma caricatura de Allejandro Villatoro (dono da Radio e TV Globo), David Romero Ellner (diretor-executivo da rádio) e de Rony, sentados em uma bancada e um documento cedido pelo município de Pespire, como reconhecimento aos trabalhos de Rony. Mais adiante, há dois quartos, de Rony e Cinthia, outro de Yassir, a pequena cozinha e um banheiro. No fundo da casa, há mais um quarto com banheiro, onde vive uma das irmãs e um pátio, com tanques e um varal.

Meu quarto, no período que vou ficar em Tegucigalpa, será o da irmã de Rony. Levaram-me até lá e mostram um espaço no guarda-roupa e umas gavetas que poderei usar. Desfiz minha mala e fui avisada que não estão recebendo água, mas já haviam separado um balde com água para o box e outro menor para a pia. Cinthia me ofereceu comida e me serviu um prato com comida chinesa. Comi, enquanto tentava conversar com o pessoal da casa e me arrumei para acompanhar Rony até a Radio Globo. No caminho, deixamos sua esposa na faculdade, onde estuda Comunicação Social. Mais uma vez o transito me deixou um pouco nervosa.

Na garagem do prédio do prédio, onde estão localizados a Rádio e a TV Globo, encontramos Fausto Villatoro, o irmão de Allejandro. Subimos todos juntos para o segundo andar, onde estão as instalações Globo. Tive a impressão que Rony conhecia todas as pessoas que passavam por nós, logo, também já arriscava um “Hola! Mucho gusto!”. Entramos na cabine da rádio, onde conheci Frankie Mejia, um dos técnicos, que trabalham lá. Um negro muito bonito e simpático. Rony entraria no programa das 17h em poucos minutos.

Muitos nomes e rostos novos

Nesse dia também conheci o apresentador da TV Globo, Javier Gavin Villalobos, do programa chamado Ajedrez Informativo. Enfiaram-me na bancada do programa rapidamente, me apresentei e falei com um pouco sobre o meu trabalho. Foi tudo muito rápido mesmo e não era planejado, mas foi muito emocionante. Conheci também o apresentador Ricardo Castro, uma figura muito caricata, que me lembrou um pouco o nosso famoso Ratinho (aquele do bigode), mas que ao invés de usar um cassetete, usa um chicote. Também participei de seu programa, que se chama El Latigo contra la corrupición.

Ficamos mais um pouco na rádio e voltamos para casa. Nunca havia desejado tanto uma cama, não estava mais conseguindo pensar, ainda mais em espanhol. Tomei um banho de gato, com a ajuda de um balde e uma vasilha e vesti meu pijama. Para o jantar, Chintia preparou umas mini-tortillas, um pouco de feijão, ovos mexidos e um pedaço de queijo. Para beber, suco de laranja. Me pareceu bastante americano. Pedi licença e fui para a cama. Me sentia uma múmia. Acho que peguei no sono em uns 15 segundos e não era nem 22h.

Yassir, filho de Rony Martínez

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