Dallagnol é contra gravação ampla de depoimento de Lula a Moro

Publicado em: 06/05/2017 às 11:06
Foto: Agência Brasil
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Jornal GGN – Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal para a Lava Jato, não quer que a equipe do ex-presidente Lula seja autorizada por Sergio Moro a fazer uma gravação independente da audiência marcada para o dia 10 de maio, no âmbito do caso triplex. Segundo informações da jornalista Mônica Bergamo, Dallagnol apontou que uma gravação feita pela assessoria de Lula seria inconveniente.

Essa semana, a defesa de Lula comunicou ao juiz de Curitiba que pretende fazer a gravação da audiência para impedir que o registro feito pela própria Justiça Federal seja entregue de maneira seletiva à mídia, que pode editar o conteúdo antes de divulgar. O Estadão tem tido o monopólio das gravações de oitivas da Lava Jato, e inserido os vídeos no Youtube.

Além disso, a defesa de Lula solicitou que seja alterado o enquadramento da gravação oficial, alegando que os réus aparecem sempre em situação que compromete o direito à presunção de inocência. O ex-presidente quer tomadas mais abertas, mostrando quem mais está presente na sala.

Segundo informações de Bergamo, Dallagnol escreveu a Moro que as gravações oficiais são feitas para “registrar o ato de maneira mais fidedigna” e que “tomadas abertas poderia captar conversas sigilosas entre advogados e clientes ou entre membros do MPF”. Além disso, o procurador ironizou o pedido de Lula, afirmando que o ex-presidente não fez essa exigência quando depôs na Justiça Federal de Brasília.

“Por fim, o procurador alega que uma gravação paralela feita pela defesa precisaria da anuência do próprio MPF, segundo o artigo 296 da Consolidação Normativa da Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região. ‘O fato de os atos judiciais como audiências ou sessões de julgamento serem públicos não significa, necessariamente, que tenha que ser devassados todos os seus momentos'”, argumentou.

Fonte: Jornal GGN.

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