Contra OS, sindicatos param Ticen e alertam passageiros do transporte coletivo

Por Artur Cappellette, para Desacato.info.

Com o ato dos servidores municipais e outras categorias contra o PL “Creche e Saúde Já”, em frente ao Ticen, hoje, 25, os ônibus urbanos pararam. Passageiros tentaram o embarque em vão.  

“A luta de vocês está servindo de alento. A luta de vocês é por quem usa creches e a saúde pública. Não uma luta pelo umbigo de vocês”, disse, ao microfone, Edileuza Fortuna, representante do SindSaúde/SC). Ela lembra que os funcionários da SPDM, a OS que administrava o Hospital Florianópolis, ainda não receberam os salários atrasados, nem da contratante e nem do Governo. “É isso que Florianópolis vai enfrentar. Quem é usuário do SUS e educação pública tem que estar junto nessa luta”, afirmou.

Ouvindo o discurso no acesso às plataformas, o eletricista industrial Antônio Carlos de Souza concordou. “O que estão fazendo com nossa saúde pública é horrível. Jogaram o Hospital Florianópolis para a iniciativa privada e eu estou sem tomar injeção para dor no meu joelho há 5 meses”, disse.  

Ele espera por uma ressonância há quase seis meses para então passar por uma cirurgia. “Disseram que ligariam quando tivesse injeção, mas até agora não ligaram”, lamentou o eletricista de 43 anos, que rompeu os ligamentos em um acidente de trabalho.  

Para Kaluch, tatuadora, que esperava um ônibus no terminal, a paralisação do transporte é “um absurdo”. “Sou contra. Muitas pessoas estão indo para a escola e outro serviço. E as crianças paradas no terminal, vão comer a que horas?”, criticou embora se declare contra a terceirização.  

O presidente do Sintrasem reconhece que o sindicato quer negociar, mas sem sair da greve, como exige a Administração. “Você terá que atender a nossa exigência. (Prefeito) Gean não tem arrego”, avisou.  

O representante do Conselho Municipal de Saúde, João Silvestre, criticou o projeto e alertou: “Mês passado, a Prefeitura repassou R$ 30 milhões a menos do que deveria para a saúde. É o sucateamento do serviço público”. 

Em greve há 14 dias, os trabalhadores da prefeitura seguem paralisados com uma adesão de 70% da categoria.  

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