Como se pode ser tão hipócrita?!

Publicado em: 20/09/2011 às 22:05
Como se pode ser tão hipócrita?!

Por Tali Feld Gleiser.

Português/Español.

Faz dias que estou por escrever minha opinião sobre a solitação de Estado-membro por parte da Autoridade Palestina dessa Organização das Nações Unidas, testa-de- ferro dos Estados Unidos e a União Europeia. Comecei e apaguei várias páginas. O nojo não me deixava seguir adiante, mas uma notícia de hoje me fez explodir.

O portavoz do governo israelense disse: “a Autoridade Palestina viola tanto o espírito como a letra dos acordos assinados” pelas duas nações. Como se pode ser tão hipócrita?! São os palestinos os que não cumprem os acordos??!! O primeiro acordo a ser respeitado devia ter sido a preservação dos direitos dos habitantes da Palestina. Se os judeus europeus  queriam um território onde se estabelecer e ficar longe do nazismo, deviam ter se integrado à vida do lugar, como acontece com qualquer um de nós que emigra. Como isso não aconteceu, pelo menos poderiam ter respeitado a Resolução 180 da ONU de 29 de novembro de 1947, que estabelecia a partição da Palestina em dois Estados, um árabe e outro judeu, com Jerusalém e Belém sob jurisdição internacional.  Que eu saiba em nenhuma resolução se estabelecia que cidades inteiras, lavouras, oliveiras centenárias, fontes de água  fossem arrasadas; o presente e o futuro de camponeses e habitantes das cidades fossem despojados da dignidade imprescindível que qualquer ser merece, seja humano ou animal.

Os palestinos vivem em campos de refugiados, que não são outra coisa que campos de concentração , ou cidades onde cada vez mais casas são destruídas pelas escavadeiras. A falta de água e luz é uma constante porque a maior parte dos aquíferos estão em mãos sionistas e o líquido essencial à vida é desviado para os israelenses judeus de Israel ou pras colônias ILEGAIS espalhadas em território palestino.

Quero esclarecer que sou a favor da autodeterminação dos povos e, logicamente, apoio o pedido dos palestinos para serem reconhecidos como membro permanente da ONU (embora esse organismo não tenha feito nada para que Israel pussesse em prática alguma das resoluções não cumpridas, uma que fosse). Mas eu me pergunto: Que tipo de Estado eles querem? Um Estado dividido na Faixa de Gaza e na Cisjordânia  que não formam um território único senão bantustões? Que tem incrustradas colônias com casas de material, escolas, cinemas, lojas e estradas exclusivas com 300.000 pessoas, a maioria ultraortodoxos que acham que o governo israelense é muito fraco com os palestinos? Sem falar do muro que separa judeus e árabes. E o que acontece com o direito ao retorno dos palestinos expulsos na Nakba de 1948?

Sei que logo teremos as respostas, mas muito sangue ainda será derramado. Muita fome e degradação terá que ser mostrada para que os líderes desse mundo capitalista se decidam a terminar com essa vergonha para a humanidade que é o Estado nazisionista, que além do mais, confunde o mundo dizendo que antisemitismo e antisionismo são a mesma coisa. Ser antisionista, uma judia antisionista no meu caso, é exigir justiça para que a paz seja possível e não só uma pintura de Picasso.

¡¿Cómo se puede ser tan hipócrita?!

Hace días que estoy por escribir mi opinión sobre la petición de Estado miembro por parte de la Autoridad Palestina para ser aceptada en la Organización de las Naciones Unidas, testaferro de Estados Unidos y la Unión Europea. Comencé y borré varias páginas. El asco no me dejaba seguir adelante, pero una noticia de hoy me hizo explotar. El vocero del gobierno israelí dijo: “La Autoridad Palestina viola tanto el espíritu como la letra de los acuerdos firmados” por las dos naciones. ¡¿Cómo se puede ser tan hipócrita?! ¿Son los palestinos los que no cumplen los acuerdos? El primer acuerdo que se debería haber respetado eran los derechos de los habitantes de Palestina. Si los judíos europeos querían un territorio en el que asentarse e mantenerse lejos del nazismo, deberían haberse integrado a la vida del lugar, como sucede con cualquiera de nosotros que emigra. Como eso no fue así, por lo menos podrían haber respetado la Resolución 180 de la ONU del 29 de noviembre de 1947, que establecía la partición de Palestina en dos Estados, uno árabe y otro judío, con Jerusalén e Belén bajo jurisdicción internacional.  Que yo sepa, en ninguna resolución se establecía que ciudades enteras, campos cultivados, olivos centenarios, fuentes de agua fueran arrasados o que el presente y el futuro de campesinos y habitantes de las ciudades fuesen despojados de la dignidad imprescindible que cualquier ser merece, sea humano o animal.

Los palestinos viven en campos de refugiados, que no son otra cosa que campos de concentración, o ciudades donde cada vez más casas son destruidas por las excavadoras. La falta de agua e luz es una constante porque la mayor parte de los acuíferos están en manos sionistas y el líquido esencial para la vida es desviado para los israelíes judíos en Israel o para las colonias ILEGALES desparramadas por el territorio palestino.

Quiero aclarar que estoy en favor de la autodeterminación de los pueblos y, lógicamente, apoyo el pedido de los palestinos para ser reconocidos como miembro permanente de la ONU (aunque ese organismo no haya hecho nada para que Israel pusiese en práctica alguna de las resoluciones no cumplidas, una solita). Pero yo me pregunto: ¿Qué tipo de Estado ellos quieren? ¿Un Estado dividido en la Franja de Gaza e en Cisjordania que no forman un territorio único sino bantustanes? ¿Que tiene incrustadas colonias con casas de cemento, escuelas, cines, tiendas y carreteras exclusivas con 300.000 personas, la mayoría ultraortodoxos que creen que el gobierno israelí es muy débil con los palestinos? Sin mencional el muro que separa a judíos y árabes. ¿Y qué pasa con el derecho al retorno de los palestinos expulsados en la Nakba de 1948?

Estoy segura de que pronto tendremos las respuestas, pero mucha más sangre aún será derramada. Mucha hambre y degradación tendrá que ser mostrada para que los líderes de este mundo capitalista se decidan a terminar con esta vergüenza para la humanidad que es el Estado nazisionista, que además, confunde al mundo diciendo que antisemitismo y antisionismo son lo mismo. Ser antisionista, una judía antisionista como es mi caso, es exigir justicia para que la paz sea posible y no sólo una pintura de Picasso.

 

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