Comissão da Verdade faz ato em SP para cobrar por desaparecidos na ditadura

Publicado em: 31/03/2017 às 11:08
Às 15h30, do sábado (1º), acontece o "4º Ato Unificado Ditadura Nunca Mais!", no antigo prédio do Doi-Codi (Foto: Opera Mundi)
Às 15h30, do sábado (1º), acontece o “4º Ato Unificado Ditadura Nunca Mais!”, no antigo prédio do Doi-Codi (Foto: Opera Mundi)
Manifestações serão feitas nesta sexta (31) e no sábado (1º), datas do golpe de 1964

A Comissão da Verdade do Estado de São Paulo faz um ato hoje (31) e no próximo sábado (1º) para exigir que o Estado diga “onde estão os desaparecidos políticos” do golpe de 1964. Segundo a Comissão, também serão denunciadas as violações de direitos que “estão ocorrendo no atual golpe em curso no país”.

Na manifestação desta sexta-feira, os ativistas se reuniram no salão nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, às 9h30, no Largo São Francisco, onde foi lido um manifesto contra a omissão do Estado na busca pelos desaparecidos políticos.

“Quase 53 anos depois do golpe de 1964, o Estado continua com sua dívida em relação aos desaparecidos políticos. A Comissão Nacional da Verdade não logrou fazer avanços significativos na questão, e o seu relatório foi engavetado pelo governo federal, inclusive a recomendação de investigar e responsabilizar os agentes das graves violações de direitos humanos de acordo com a decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre a lei de anistia”, diz o texto.

No sábado, três atos serão realizados. Às 9h, será feita a Caminhada da Resistência, que sairá da estação Tiradentes do metrô. Já às 15h30, será a vez do “4º Ato Unificado Ditadura Nunca Mais!“, no antigo prédio do Doi-Codi, na Rua Tutoia, 921, Vila Mariana, na zona sul da capital. Participarão do ato o Coro Luther King, o Núcleo 184, do Teatro Heleny Guariba, ex-presos políticos e familiares de vítimas da Ditadura.

O terceiro ato é realizado no Masp, na Avenida Paulista, às 16h. O “Cordão da Mentira” fará um desfile com o tema “O país da mentira”, para denunciar as falácias da democracia e da meritocracia. “Escrachemos as mentiras que formam esta barafunda chamada Brasil”, diz o texto do ato.

Fonte: Rede Brasil Atual.

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