CE aprova inclusão da líder sindical Margarida Alves como heroína da pátria

Assassinada na porta de casa, em Alagoa Grande (PB), Margarida lutava por direitos dos trabalhadores rurais, como carteira de trabalho assinada, jornada de oito horas, férias e 13º salário. Imagem: Via CPT.

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou no dia 09 de julho o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 63/2018, que inscreve o nome de Margarida Alves no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A proposta segue para análise em Plenário.

A homenagem foi iniciativa da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e teve como relator o senador Paulo Paim (PT-RS). O livro está depositado no Panteão da Liberdade e da Democracia, em Brasília, e traz os nomes de Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Santos Dumont, entre outros personagens históricos.

Marcha das Margaridas

A líder sindical Margarida Alves nasceu em agosto de 1933 e morreu em agosto de 1983, logo após completar 50 anos. Ela foi assassinada por latifundiários na porta de casa, em Alagoa Grande (PB). Margarida lutava por direitos básicos dos trabalhadores rurais, como carteira de trabalho assinada, jornada de oito horas, férias e 13º salário. Em 2000, em homenagem a ela foi criada a “Marcha das Margaridas”, mobilização de trabalhadoras rurais.

Para Paim, a homenagem servirá de exemplo e inspiração para uma geração de mulheres e meninas.

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