Bolsonaro vota sim à PEC 241 e seguidores se revoltam com decisão

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ) votou sim à PEC 241, que congela as despesas do Governo Federal por 20 anos, inclusive gastos em saúde, educação e assistência social. O texto também modifica a regra de reajuste do salário mínimo oficial, que se limitará à variação da inflação (entenda mais sobre a PEC 241 aqui).

Em sua conta oficial no Facebook, Bolsonaro publicou um vídeo em que explica por que votou SIM à PEC 241. Ele começa dizendo que esteve durante a manhã com ministros e autoridades militares para discutir sobre a proposta. O deputado critica o “estado de letargia” em que se encontra o Brasil, causado, segundo ele, pelo governo PT.

Durante o vídeo, ele diz que os interesses das Forças Armadas não serão esquecidos numa futura e breve reformulação e, portanto, votou sim à PEC 241.

Nos comentários da publicação, uma legião de seguidores do Bolsonaro se posicionou de forma contrária à votação do deputado.

“meu deputado discordo do seu voto … tem algo mais envolvido nessa PEC … peço que tente ouvir outros juristas para ter uma melhor idéia…”

“Vote NÃO deputado! Tem que primeiro se cortar na própria carne! Cortar esses auxílios exorbitantes que vocês deputados, senadores, governadores, prefeitos e vereadores tem! Auxilio terno, moradia, alimentação, carro, lembrando que vocês não tem desconto nos salários! Congelar concursos, retirar investimentos da educação e saúde? Um absurdo!”

“Sr Bolsonaro , acha que nos funcionários públicos da EDUCAÇÃO merecemos salário de R$917,00, mesmo com superior completo? Acha justo que tenhamos nossos salários congelados por 20 anos?? Gostaria de saber se os parlamentares também terão salários reduzidos e congelados. Não concordo com seu voto. As outras categorias perecerão? Não podemos pagar pelos políticos corruptos. Mais respeito por nós, por favor!”

Ou seja. A coisa não está nada bonita para o deputado, que sempre teve em sua base de eleitores um apoio incondicional, qualquer fosse o discurso.

Foto: Reprodução de Facebook.

Fonte: Catraca Livre.

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