Bolsonaro diz que sancionará auxílio de R$ 660, agride repórteres e afirma que 31 de março “é o grande dia da liberdade”

Reprodução Youtube.

Ao chegar aos portões, quando um dos seus apoiadores mencionou o aniversário do golpe militar de 31 de março de 1964, Bolsonaro reagiu com um sinal de positivo de exclamou: “é o grande dia da liberdade”. Na entrevista, Bolsonaro anunciou que irá falar em rede nacional de rádio e TV na noite desta terça-feira.

Demonstrando novamente inabilidade na relação com a imprensa, Jair Bolsonaro incentivou um apoiador a falar e mandando que os jornalistas ficassem quietos. “É ele que vai falar, não é vocês não”, disse Bolsonaro a repórteres. Na entrevista, Bolsonaro anunciou que irá falar em rede nacional de rádio e TV na noite desta terça-feira.

O ocupante do Planalto disse que sancionará nesta terça o projeto de lei aprovado na noite desta segunda no Senado que determina auxílio emergencial de R$ 600 para as pessoas de baixa renda na crise do coronavírus.

Leia abaixo a reportagem da Reuters:

Os jornalistas que acompanhavam a fala do presidente Jair Bolsonaro na saída do Palácio da Alvorada nesta terça-feira deixaram o local da entrevista após o presidente mais uma vez estimular apoiadores para que hostilizassem e xingassem os repórteres.

Depois de uma pergunta sobre a postura do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que tem dado orientações contrárias às de Bolsonaro durante a crise do coronavírus, um dos apoiadores começou a gritar que a imprensa “colocava o povo contra o presidente”. Bolsonaro reagiu incentivando o apoiador a falar e mandando que os jornalistas ficassem quietos.

“É ele que vai falar, não é vocês não”, disse Bolsonaro.

Com isso, os apoiadores começaram a xingar os jornalistas, que se retiraram do local e ficaram ao fundo. O presidente ficou inicialmente surpreso com a reação dos repórteres, mas logo aproveitou para ironizá-los.

“Mas vão abandonar o povo? Nunca vi isso, a imprensa que não gosta do povo”, gritou Bolsonaro aos repórteres que se mantinham afastados.

Em seguida, enquanto continuava a conversar com caminhoneiros que se reuniram na porta do Alvorada, Bolsonaro continuou falando aos jornalistas.

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