Bolsonaro coletou provas antecipadamente em sua defesa no caso Marielle

Quinze dias antes de o Jornal Nacional denunciar a relação, o mandatário Jair Bolsonaro já estava colecionando provas para se defender

Witzel, Flávio e Jair Bolsonaro – Foto: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sabia antecipadamente que o envolvimento de seu nome nas investigações do assassinato de Marielle Franco seria tornado público: 15 dias antes de o Jornal Nacional denunciar a relação, o mandatário já estava colecionando provas para se defender.

A informação, divulgada no Painel da Folha desta quinta-feira (14), indica que Bolsonaro já tinha em suas mãos os comprovantes de presença na sessão da Câmara dos Deputados na data da morte de Marielle desde o dia 14 de outubro – no dia 29, o JN da Globo transmitia a primeira reportagem sobre o assunto.

Ainda de acordo com a coluna, o hoje presidente da República recolheu naqueles dias anteriores à morte de Marielle os certificados de registros biométricos para a data de 14 de março, quando Marielle foi assassinada. A vereadora foi morta às 21h30. E o último registro biométrico de Bolsonaro, contudo, está registrado para as 21h.

Na manhã seguinte, o mandatário voltou a marcar presença nas sessões da Câmara, desde as 7h da manhã.

A resposta do mandatário sobre deter os comprovantes 15 dias antes de a imprensa começar a arrolar seu nome nas investigações foi que ele já tinha sido avisado pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), de que seu nome estava citado na investigação. Por isso, segundo ele, mobilizou seus assessores para recolher provas em sua defesa.

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