Bicicletada para protestar contra mortes

 

Ciclistas de 12 cidades pretendem sair às ruas na próxima terça-feira para protestar contra a morte de três pessoas atropeladas na última sexta-feira no Brasil. Além da bióloga Juliana Dias, 33 anos, que morreu atingida por um ônibus quando trafegava pela avenida Paulista, em São Paulo, pelo menos outros dois ciclistas morreram na semana passada, um deles em Brasília (DF) e outro em Belém (PA).

A Bicicletada Nacional é organizada pelas redes sociais – como Facebook e Twitter -, e o objetivo dos organizadores é promover um ato em solidariedade às vítimas em horários praticamente simultâneos nas seguintes cidades: em Aracaju (a partir das 20h, no Mirante da Treze de Julho); em Brasília (às 19h, na praça das Bicicletas, próxima ao Museu Nacional; em Curitiba (às 19h, no pátio da Reitoria da UFPR); em Maringá (às 19h, na praça da Catedral); em Florianópolis (às 19h, Skate Park Trindade); em Manaus (a partir das 19h30, no parque dos Bilhares); em Porto Alegre (as 19h, Largo Zumbi dos Palmares); em Caxias do Sul (às 19h, em frente a Prefeitura Municipal); no Recife (às 19h, na praça do Derby); no Rio de Janeiro (às 18h30, na Cinelândia); e em Salvador (às 19h, Largo da Mariquita).

Em São Paulo, a pedalada está programada para ocorrer a partir das 19h, na praça do Ciclista, na avenida Paulista – mesmo local onde centenas de manifestantes protestaram na última sexta-feira pela morte de Juliana. Na ocasião, foi instalada uma “ghost bike” (bicicleta fantasma) no local do acidente, no cruzamento com a rua Pamplona, onde foram depositadas flores e velas. Integrantes do grupo Pedal Verde, do qual a bióloga fazia parte, também plantaram duas árvores cerejeiras em homenagem à vítima no canteiro da praça.

Segundo os organizadores, a bicicletada também quer lembrar a morte de um menino de seis anos que foi atropelado e morreu em Porto Alegre (RS) há cerca de um mês. “Convocamos uma bicicletada nacional em solidariedade às vítimas do trânsito e pedindo mais respeito e prioridade nas políticas públicas de mobilidade”, diz a nota divulgada na internet.

De acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em 2010, 49 ciclistas morreram em acidentes de trânsito na capital paulista, o que equivale a uma morte por semana – ainda não foram contabilizados os dados do ano passado. O número diminuiu em relação à 2009, quando 61 ciclistas morreram. Naquele ano, uma outra tragédia também mobilizou outro grande protesto na capital paulista, quando a cicloativista Márcia Regina de Andrade Prado, 40, morreu após ser atingida por um ônibus, também na avenida Paulista. Uma “ghost bike” também foi instalada no local em homenagem à vítima.

Fonte: Terra.es

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