Bancários aprovam participação na Greve Geral do dia 28

Publicado em: 26/04/2017 às 09:19
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Bancários de Florianópolis e Região irão fortalecer a greve geral no dia 28 de abril (Foto: Reprodução)

Em assembleia bancários decidiram por unanimidade, se juntar as demais categorias na luta contra as reformas trabalhista e previdenciária, participando da Greve Geral que mobiliza trabalhadores de todo o país.

Bancários de Florianópolis e Região irão fortalecer a greve geral no dia 28 de abril. A manifestação convocada pelas centrais sindicais promete parar o País, levando às ruas o descontentamento geral da classe trabalhadora contra as reformas neoliberais apresentadas no Congresso Nacional. O SEEB Floripa realizou assembleia na noite desta terça-feira, 25, e por unanimidade os bancários decidiram paralisar as atividades a partir das 0:00 hs do dia 28 de abril, mostrando o grau de consciência da categoria para o momento dramático vivenciado pela classe trabalhadora brasileira.

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Durante a assembleia os bancários puderam esclarecer dúvidas sobre as reformas com o assessor jurídico do SEEB Floripa Gustavo Garbelini, o assessor jurídico destacou vários pontos que trarão muitos prejuízos aos trabalhadores caso estas reformas sejam aprovadas. Além disso, Garbelini ressaltou “O Sindicato tomou todas as providências legais para garantir a participação dos bancários e das bancárias na greve geral de 28 de abril. O SEEB Floripa publicou o edital de chamada de assembleia em jornal de grande circulação, assim como em seus meios eletrônicos e ainda foram produzidos comunicados através de spots de rádio. Portanto,  nenhum bancário pode ser constrangido a trabalhar. Os bancários também estão legalmente protegidos quanto à caracterização da eventual falta. Não se trata de falta injustificada, portanto eventual ausência ou não marcação de presença no ponto não podem repercutir na carreira dos bancários de bancos públicos e privados”.

A greve tem sido o mais importante instrumento de luta dos trabalhadores ao longo da história, mostrando a força de organização e mobilização das categorias por direitos, dignidade e respeito nas relações de trabalho. Desta vez, o movimento se propõe a dizer “não” às reformas da Previdência e Trabalhista e ao projeto de terceirização irrestrita, que colocam na conta dos trabalhadores todos os efeitos negativos da crise.

Por que o dia escolhido foi 28 de Abril?

O dia da GREVE GERAL é importante para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo. No dia 28 de abril, comemora-se o “Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho”, data criada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), com o objetivo de promover a conscientização sobre a importância da segurança e saúde no trabalho. Hoje, estima-se que 270 milhões de acidentes do trabalho ocorram anualmente e que doenças do trabalho estejam em torno de 160 milhões no mundo todo. Com a terceirização, aprovada na Câmara dos Deputados em 22/3, os trabalhadores ficam mais vulneráveis a acidentes. Dados do Ministério do Trabalho apontam que 70% dos acidentes de trabalho no Brasil ocorrem com terceirizados.

Saiba por que é importante lutar no dia 28

Reforma da Previdência – A luta é contra a malfadada Reforma da Previdência, que vai fazer muita gente morrer antes de poder se aposentar. Os homens e as mulheres só podem se aposentar aos 65 anos de idade. Para ter aposentadoria integral, têm que trabalhar 49 anos sem ficar um dia desempregado. A ideia é acabar com a aposentadoria pública e fazer as pessoas pagar pela previdência privada.

Terceirização – A Terceirização desenfreada – inclusive das atividades fins – que já foi aprovada na Câmara Federal pela força do grande empresariado e o apoio do governo federal. No caso dos bancários, ela na prática acabará com a carreira e as vantagens e conquistas da categoria, pois o trabalho de um bancário poderá ser feito por qualquer empresa terceirizada e com trabalhadores precarizados e praticamente sem direitos trabalhistas.

Reforma Trabalhista – Outra frente de resistência é contra a Reforma Trabalhista. Ela praticamente acaba com as garantias legais da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), promulgada por Getúlio Vargas em 1943. Não podemos permitir que o discurso de avançar nas regulamentações trabalhistas nos leve em direção ao passado, jogando os direitos trabalhistas de volta ao século 19.

Fonte: SEEB Floripa.

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