As imagens mais marcantes do massacre da PM contra servidores de Curitiba

Publicado em: 22/06/2017 às 09:29
As imagens mais marcantes do massacre da PM contra servidores de Curitiba

Por Gilbran Mendes, Brasil de Fato.

Servidores municipais de Curitiba, em greve desde a semana passada contra um “pacotaço” do prefeito Rafael Greca (PMN) que retira direitos, foram agredidos pela Polícia Militar na manhã desta terça-feira (20).

Os trabalhadores foram atacados com spray de pimenta e cassetadas. O grupo, majoritariamente formado por mulheres, estava em frente à Câmara de Vereadores.

As agressões aconteceram em dois momentos. O primeiro deles quando um pequeno grupo de trabalhadores ocupou o plenário do legislativo municipal pouco depois das 10h.

O segundo às 12h quando, sem muitas explicações, policiais começaram a despejar spray de pimenta em alguns servidores públicos.

Como os trabalhadores não saíram das escadarias do prédio as agressões se intensificaram, inclusive atacando com cassetetes trabalhadores que estavam de costas.

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O professor Gilmar Pecusa, de 50 anos, leciona em uma escola no bairro Tatuquara, região Sul da capital, e buscou atendimento para os ferimentos causados por conta do spray de pimenta.

“Como cidadão eu tenho direito de entrar (na Câmara de Vereadores) e fui barrado pelos policiais. Estava conversando com eles e tentando ajudar, porque tinham colegas mais exaltados. Porém, dois comandantes despreparados começaram a jogar spray de pimenta nas pessoas e jogaram na minha cara. Uma situação humilhante que nunca passei e desejo que ninguém passe”, relatou.

“Aqui nessa câmara é votado título de cidadão honorário para jornalista esportivo, potencial construtivo para a Baixada, mas para trabalhador é isso que ganhamos: a retirada do nosso plano de carreiras”, completou Pecusa.

Nádia Lomando, de 69 anos, também é professora e estava na manifestação. Com praticamente 25 anos de magistério ela deverá pedir aposentadoria em outubro desse ano. Qual a motivação para enfrentar todo esse aparato de repressão?

“Estou aqui pelos meus direitos. Se são meus eu tenho que lutar por eles. Eu vivi em uma época em que se perdeu direitos. Eles (que não estão na manifestação) acham que direito cai da árvore na cabeça”, afirmou.

Questionada sobre a motivação da violência policial, a professora foi conclusiva. “Se eles não têm argumentos então têm que ser no tapa”, enfatizou.

Abaixo, confira vídeo e imagens do massacre da PM contra os trabalhadores:

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