Após segunda morte por fuzilamento, Bolsonaro diz que Exército “sempre esteve ao lado da vontade nacional”

Fomentando a guerra contra o Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro ainda fez afagos a setores da imprensa, dizendo que já teve percalços com a mídia, mas que precisa dos profissionais da área para que "a chama da democracia não se apague".

Foto: Marcos Corrêa

Mesmo após o anúncio da confirmação da morte do catador de recicláveis, Luciano Macedo, a segunda vítima do fuzilamento de um carro de família por 80 tiros em Guadalupe, zona Norte do Rio, no dia 7, Jair Bolsonaro (PSL) disse que o Exército “sempre esteve ao lado da vontade nacional”.

A declaração ocorreu nesta quinta-feira (18) na sede do Comando Militar do Sudeste, em São Paulo, em solenidade em comemoração dos 371 anos do Exército Brasileiro – a segunda que Bolsonaro participa deste esta quarta-feira (17).

Fomentando a guerra contra o Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro ainda fez afagos a setores da imprensa, dizendo que já teve percalços com a mídia, mas que precisa dos profissionais da área para que “a chama da democracia não se apague”, em provocação velada à censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, da corte, a dois sites de extrema-direita, que atuam como porta-voz de procuradores da Lava Jato e que vazaram informações de delação envolvendo Dias Toffoli.

“Precisamos de vocês, cada vez mais, com palavras, letras e imagens que estejam perfeitamente emanadas com a verdade. Nós, juntos, trabalhando com esse objetivo, faremos um Brasil maior, grande e reconhecido em todo o cenário mundial. É isso que nós queremos, que as pequenas diferenças fiquem para trás”, declarou Bolsonaro.

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