Após recorde de 4 mil mortes por Covid-19, óbitos superam nascimentos nos primeiros dias de abril

País registrou 407 mais mortes do que nascimentos no acúmulo dos seis primeiros dias do mês

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Por Luisa Fragão.

Em meio ao pior momento da pandemia do coronavírus no Brasil, com o país registrando recordes de mortes diárias pela doença, o número de óbitos totais superou o de nascimentos no acúmulo dos seis primeiros dias de abril.

Segundo dados do Portal da Transparência, compartilhados nas redes sociais pela cientista e professora da Universidade de Harvard, Marcia Castro, o país registrou um acúmulo de 11.774 nascimentos nos seis primeiros dias de abril, enquanto os óbitos foram de 12.181.

Com isso, o país teve 407 mais mortes do que nascimentos no acúmulo dos seis primeiros dias do mês. “Isso é inédito. Isso é uma catástrofe. Lockdown é urgente”, escreveu a professora.

O desequilíbrio entre nascimentos e óbitos ocorre após o país superar, pela primeira vez, a marca de 4 mil mortes por Covid-19 em 24 horas. Segundo balanço do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), 4.195 pessoas morreram em decorrência da doença no último dia.

Desde o início da pandemia, já foram contabilizados 336.947 óbitos causados pelo vírus.

O neurocientista Miguel Nicolelis, um dos mais respeitados do mundo, já havia alertado para este cenário. Em entrevista ao El País, ele revela que já há redução significativa no saldo de nascimentos no Brasil em relação a 2019 e que, em alguns estados e cidades, já há mais mortes do que nascimentos por causa da pandemia.

“É possível que em abril os óbitos superem os nascimentos em todo o país. Toda a região sul brasileira já está empatada”, previu o cientista.

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