Após pressão dos atingidos, CASAN volta atrás e não irá despejar as famílias de suas hospedagens temporárias

Quarenta e cinco dias depois do rompimento da barragem da CASAN na Lagoa da Conceição em Florianópolis, maior crime socioambiental da história da cidade, as famílias atingidas seguem enfrentando dificuldades para recomeçar suas vidas.
Nesta terça-feira (09/03/2021), os moradores foram surpreendidos com um comunicado da CASAN de que todos os proprietários que tiveram suas casas destruídas teriam apenas mais um dia de hospedagem custeada pela empresa. Esta medida pegou as famílias de surpresa, já que segundo o próprio edital da CASAN, a data limite (10 de março) se aplicava apenas aos inquilinos que perderam suas moradias.
Mesmo abaladas pela incerteza de procurar novas moradias ou arcar com despesas de diárias de hospedagens, as famílias atingidas se mobilizaram e cobraram da CASAN que esta medida fosse alterada. Este seria o segundo despejo promovido pela CASAN em menos de dois meses. As famílias sobreviventes ao alagamento já tiveram que sair de suas casas no dia 25 de janeiro, e agora estariam sem teto novamente por irresponsabilidade da empresa. É importante lembrar que isso acontece em um momento de agravamento da pandemia do Coronavírus.
Porém, a cobrança e mobilização dos atingidos e das atingidas surtiu efeito: a CASAN voltou atrás! Os proprietários atingidos terão suas hospedagens custeadas pela empresa até o dia 31 de março, data final prevista para inscrição das famílias no edital.
Hoje foi mais uma prova que justiça e diretos, só se conquistam com luta e organização. Nós do MAB, nos solidarizamos com os moradores e seguiremos vigilantes e mobilizados até que todas as famílias atingidas sejam reparadas integralmente dos danos causados, e possam então recomeçar suas vidas da melhor forma possível.
Reparação integral já! ?

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