Após ignorar Brasil em giro latino, Netanyahu recebe chanceler Nunes em Tel Aviv

Foto: RFI

Meses após fazer a primeira visita da história de um primeiro-ministro de Israel à América Latina e ignorar o Brasil, Benjamin Netanyahu recebeu nesta terça-feira o ministro de Relações Exteriores brasileiro, Aloysio Nunes Ferreira, em Tel Aviv.

“O primeiro-ministro Netanyahu expressou o desejo de melhorar a cooperação bilateral e disse que Israel está muito interessado em laços com o Brasil e acredita no seu potencial latente”, informou o Ministério de Relações Exteriores de Israel em comunicado.

Segundo a pasta, Netanyahu e Nunes “discutiram o aprofundamento da cooperação bilateral em […] segurança, educação, cultura e academia”.

Antes do início do encontro, os embaixadores dos dois países assinaram um acordo previdenciário que estava pendente e que garante os direitos sociais (incluindo as pensões) para os israelenses e brasileiros enquanto estão no outro país.

Nunes aproveitou a oportunidade para convidar Netanyahu para visitar o Brasil. Não foi informado se o primeiro-ministro de Israel aceitou o convite, tampouco se a visita acontecerá.

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
© REUTERS/ PETROS KARADJIAS/POOL

Em setembro do ano passado, Netanyahu visitou Argentina, Colômbia e México, na primeira vez em que um premiê israelense visitou a região. Segundo um representante de Israel no Brasil, “não se sabia quem seria o presidente do Brasil” quando da organização da visita, o que fez com que o Brasília ficasse de fora do itinerário.

Chanceler brasileiro se encontra com Abbas

Ainda em solo israelense, Aloysio Nunes Ferreira participou de outros eventos. Um deles aconteceu em Jerusalém, onde o chanceler brasileiro prestou homenagem a dois brasileiros: Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo, e Luís Martins de Souza Dantas, embaixador do Brasil em Paris.

“Graças a eles, homens e mulheres conseguiram fugir do Holocausto, refazendo suas vidas em outro continente, longe das garras do nazismo. Por essa razão, foram reconhecidos como ‘justos entre as nações’, uma homenagem que muito honra o povo brasileiro”, escreveu.

 

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