Antologia Obscenográfica

Dizemos não à censura

A intolerância ao pensamento diverso, ao modo de ser diferente daquele que a cultura impôs, está a extrapolar os limites da opinião do indivíduo e se manifesta, cada vez mais, em ações políticas e até mesmo de violência. Não basta discordar, é preciso eliminar toda forma de pensar que não seja aquela do status quo, pensam eles. Todos os demais são obrigados a seguir a ideologia daqueles que acreditam ser justos e corretos; todo o resto é doença, e deve ser eliminado, continuam pensando.

  • No Brasil, 1 estupro a cada 11 minutos, em 2015;
  • Em torno de 70% das vítimas de estupro são de crianças e adolescentes;
  • Muitos casos de pedofilia envolvem pastores e padres;
  • 175 mil casos de exploração sexual de crianças e adolescentes entre 2012 e 2016 no país;
  • Em 2013, por dia morreram 13 mulheres vítimas de feminicídio, a maior parte sendo de mulheres negras;
  • A cada 25 horas há uma pessoa LGBT sendo assassinada, índice maior do que em alguns países onde o homossexualismo é proibido.

PERGUNTA:

A CULPA DE TUDO ISSO É DA ARTE?

Temem a transformação

Se a cultura é a ferramenta recalcante que torna possível os indivíduos viverem minimamente em harmonia a partir de leis, normas e condutas para o bom convívio entre todos, respeitando o que a sociedade estabelece como moral para zelar por esta convivência, mas é, também, uma forma rígida que impossibilita novas experiências e sentidos para a humanidade, questionamos: o que é a arte senão o meio para ir além, para o indivíduo poder exprimir aquilo que a cultura reprime, trazer à tona ideias que fogem da realidade e muitas vezes são tachadas de loucura mas, e se não fosse essa loucura, o que seria das grandes invenções e transformações em nossa sociedade senão pelo pensamento livre da arte?

Queremos ficar nus!

Queremos uma arte sem porta giratória e sem revista. Arte é um instrumento de provocação, e só se provoca estando nu em uma sociedade que veste hipocrisia e preconceito. A ARTE QUESTIONA, PROVOCA, LIBERTA!

Diante de inúmeros casos de censura à obras artísticas que trazem em sua criatividade elementos de expressões sexuais como forma questionadora da nossa cultura, do avanço de uma ideologia moralista que tenta não apenas calar, mas também, extinguir toda forma de manifestação livre, eis que se faz necessário contrapor e resistir a esse movimento retrógrado. Como? Com mais arte!

Assim nasce a ideia de reunir variadas expressões artísticas sobre o erotismo, a sexualidade e as questões de gênero em um único lugar como forma de manifesto para combater o conservadorismo e esclarecer a todos sobre a importância de uma arte livre.

De que forma?

Para agrupar toda forma de expressão artística em um único registro duradouro, acessível para a maior parte das pessoas e de fácil compartilhamento, teve-se a ideia de reunir uma antologia em formato de livro, que poderá ser disponibilizada em impresso, virtual ou ambos.

O projeto não possui qualquer fim lucrativo. Seu objetivo é unicamente o de promover a arte e a luta pela liberdade de pensamento artístico.

São cerca de 30 artistas nas mais diversas áreas (artes plásticas, literatura, fotografia, poesia, cartum etc.).

O que se busca?

Apoio ou financiamento para:

  • Investimento em impressão de pelo menos 1 mil exemplares com distribuição para venda nas livrarias ou para distribuição gratuita em eventos como feiras e palestras sobre sexualidade, a depender do valor investido;
  • Investimento na produção no formato e-book;
  • Investimento em divulgação do projeto nas mais diversas mídias.

Como você pode contribuir?

  • Você pode doar produtos ou trabalhos seus para serem oferecidos como recompensas em vaquinha virtual;
  • Você pode participar ajudando no financiamento;
  • Sua marca pode financiar total ou parcialmente o projeto, recebendo em troca valor para sua marca em materiais de divulgação e mídias onde a antologia participar.

Artistas participantes

Ana Verana (artista plástica)

Avelar Amorim (artista plástico)

Cairo Trindade (poeta)

Camila Fudissaku (ilustradora)

Camila Soato (artista plástica)

Céllus (cartunista)

Denizis Trindade (poeta)

Diego El Khouri (artista plástico e poeta)

Edson Aran (jornalista, escritor e roteirista)

Eduardo Macedo (bailarino, coreógrafo e poeta)

Fabio Baroli (artista plástico)

Glauco Mattoso (ficcionista, letrista e poeta)

Laerte (cartunista)

Leandro Ervilha (artista plástico)

Letícia Lanz (escritora)

Nani (cartunista)

Nalini Nayaran (atriz e escritora)

Nus Rabiscos (artista plástica)

Renzo Mora (escritor e roteirista)

Ricardo Muniz de Ruiz (poeta)

Veronica Stigger (escritora)

Vinni Corrêa (poeta e colagem)

Vote Nu (performance e fotografia)

Waldo Motta (poeta)

Zé Amorim (poeta)

Para quem?

O público-alvo é de jovens e adultos a partir dos 16 anos, de todos os sexos, gêneros e sexualidades, de todas as cores, etnias e credos, em todo o território brasileiro.

É um projeto voltado para todos que apreciam a arte em sua liberdade máxima ou para aqueles que ainda estão a descobrir seu poder transformador e querem também transformar.

Quem está organizando?

Vinni Corrêa: Jornalista, poeta, pesquisador e estudante de psicanálise. É idealizador e organizador da Fresta Literária – sarau de poesia erótica.

Contatos:

E-mail: [email protected]

Telefone: (21) 99592-8037

Site: www.vinnicorrea.com.

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