Alberto Fernández e a peste. Por Débora Mabaires

Os argentinos estamos condenados a lutar contra as pragas.

Por Débora Mabaires, para Desacato.info.

(Português/Español) Depois dos quatros tenebrosos anos da praga neocolonial desatada pelo ex-presidente, Maurício Macri, que destruiu o Estado, quando parecia que começávamos a renascer, chega a praga Corona Vírus 19, que ameaça nossa população.

E chegou a três meses apenas da assunção de Alberto Fernández, que tentava fazer um governo de coalizão, procurando um consenso entre as pressões dos credores; dos operários; das e dos desempregados; dos aposentados e as pressões políticas que a direita vem exercendo sem pausa, do mesmo dia em que ganhou a eleição.

Entre idas e vindas, Fernández tentava não irritar nenhum dos setores. As decisões sobre economia ficavam relegadas aos acordos que se pudessem conseguir com o Fundo Monetário Internacional e os credores privados.

Esta semana, a pandemia chutou o tabuleiro e, o que era importante faz um mês, já não é mais. Hoje a prioridade do governo nacional está colocada em mitigar o avanço dos contágios, para priorizar o sistema público de saúde que poderá salvar vidas, assim como sustentar, como for possível, a atividade econômica.

O presidente Fernández se colocou na vanguarda da luta e até conseguiu o apoio dos opositores.

Hoje, Argentina vê como uma causa nacional a luta contra o coronavírus.

Os quatro anos de políticas neocoloniais deixaram problemas que, hoje, nos colocam em desvantagem para poder atender, em tempo e forma, os que se contagiem.

A nova administração encontrou, jogados em galpões, equipamentos médicos que tinham sido comprando em 2015, e que nunca foram usados.

Pelo menos, cinco hospitais que estavam prontos para começar a operar em 2016, foram abandonados pela gestão Macri, e hoje são prédios vazios, sem pessoal, leitos ou qualquer equipamento.

A Administração Nacional de Laboratórios e Institutos de Saúde, “Carlos Malbran”, um órgão de excelência e referência na América Latina, por qualidade e prestígio, foi dizimado. Dos 35 médicos infectologistas que recebeu a gestão Macri, foram demitidos 24. Hoje, em plena pandemia, só tem 11 profissionais que se encontram superados ante a quantidade de amostras que devem analisar, não só de coronavírus, mas, também, amostras com diagnóstico de dengue, cuja expansão nas últimas semanas, também deixou em alerta as autoridades sanitárias.

Rapidamente, o presidente Fernández e o ministro da Saúde, Ginés González García, desenvolveram uma série de medidas tendentes a conscientizar a população, mantê-la em seus lares todo o que for possível, minimizando os contatos humanos.

A coordenação com outros ministérios está resolvendo, dia a dia, os problemas que vão surgindo, pois paralisar o movimento de humanos paralisa a economia. Em um país com um 35% da população vivendo de empregos temporários ou precários, as consequências serão nefastas.

Suspender a assistência às aulas, não só implica um atraso nos programas educativos. Para o 55% dos pobres, significa não contar com a única alimentação segura de cada dia: a da escola. Por isso teve que implementar-se um sistema mesclado: as crianças não têm aula, mas, mantêm-se abertos os restaurantes escolares para que possam retirar a marmita com comida.

O presidente Fernández dispôs dobrar a soma da bolsa universal por filho, e ainda entregar um bônus extra aos aposentados, a quem, ademais, garantiram remédios gratuitos.

O exército argentino está fabricando álcool em gel, máscaras e roupas para médicos, porque na nefanda época macrista, tinham deixado de fabricar no país e se compravam da China, que hoje mal pode se autoabastecer.

Fernández também tomou a difícil decisão de fechar as fronteiras com o Chile e o Brasil, já que o movimento turístico com esses dois países é o maior, e são os países que registram mais afetados.

Com precisão cirúrgica, tenta organizar, da melhor forma possível, as políticas que permitam sobreviver à debacle sanitária e econômica que se aproxima.

Com um ano que será, econômicamente, muito difícil, e com tantos valores e crenças colocados em dúvida, a soma de todos os medos pela peste conseguiu o que a política e os discursos não tinham conseguido: Alberto Fernández é hoje o líder da nação.

Tradução: Raul Fitipaldi, para Desacato.info

————————————–

Alberto Fernández y la peste

Los argentinos estamos condenados a luchar contra las plagas.

Por Débora Mabaires, para Desacato.info

A los cuatro tenebrosos años de la plaga neocolonial desatada por el ex presidente Mauricio Macri, que destruyó al Estado, cuando parecía que íbamos a empezar a renacer,  le sigue la plaga del Corona Virus Covid 19 que amenaza a nuestra población.

Llega a apenas tres meses de la asunción de Alberto Fernández, quien intentaba hacer un gobierno de coalición, tratando de consensuar entre las presiones de los acreedores; las de los obreros; la de los desempleados; la de los jubilados y las presiones políticas que la derecha viene ejerciendo sin pausa desde el día en que ganó la elección.

Con altibajos, Fernández trataba de no irritar a ninguno de los sectores y las decisiones sobre economía, habían quedado relegadas a los acuerdos que se consiguieran con el Fondo Monetario Internacional y los acreedores privados.

Esta semana, la pandemia pateó el tablero y lo que era importante hace un mes, ya no lo es. Hoy la prioridad del gobierno nacional está puesta en mitigar el avance de los contagios, para priorizar el sistema público de salud que podrá salvar vidas, así como sostener, como se pueda, la actividad económica.

El presidente Fernández se puso al frente y hasta logró el apoyo de los opositores.

Hoy la Argentina ve como una causa nacional la lucha contra el Corona virus.

Los 4 años de políticas neocoloniales han dejado problemas  que hoy nos ponen en desventaja para poder atender en tiempo y forma a los que se contagien.

La nueva administración encontró arrumbados en galpones, equipos médicos que habían sido comprados en el año 2015, y que nunca se habían puesto en servicio.

 Al menos 5 hospitales que estaban listos para empezar a operar en el año 2016, fueron abandonados por la gestión de Macri, y hoy son edificios vacíos, sin personal, camas o equipamiento alguno.

La  Administración  Nacional de Laboratorios e Institutos de Salud “Carlos Malbran” ,  un órgano de excelencia y referente en Latinoamérica por calidad y prestigio, fue diezmado. De los 35 médicos  infectólogos que recibió la gestión  de Macri, fueron despedidos 24.  Hoy, en plena pandemia, sólo cuenta con 11 profesionales que se encuentran desbordados ante la cantidad de muestras que se deben analizar, no sólo de Corona virus, sino también  las que llegan con diagnóstico de Dengue cuya expansión en las últimas semanas, también puso en alerta a las autoridades sanitarias.

Rápidamente el presidente Fernández y el ministro de Salud, Ginés González García, han desplegado una serie de medidas tendientes a concientizar a la población, mantenerla en sus hogares todo lo que sea posible, minimizando los contactos humanos.

La coordinación con otros ministerios, va resolviendo día a día los problemas que van surgiendo ya que paralizar el movimiento de humanos, paraliza la economía. En un país con el 35% de su población viviendo de trabajos temporarios o precarios, las consecuencias serán nefastas.

Suspender la asistencia a clases, no sólo implica un atraso en los programas educativos. Para el 55% de los pobres, significa no contar con la única comida segura al día: la de la escuela. Por eso, debió implementarse un sistema mixto: los niños no concurren a clases, pero se mantienen abiertos los comedores escolares para que puedan retirar las viandas.

El presidente Fernández dispuso duplicar la suma de la Asignación Universal por Hijo y dar un bono extra a los jubilados haberes,  a quienes además, se les garantizaron remedios gratuitos.

El Ejército Argentino está fabricando alcohol en gel, barbijos y batas porque durante la nefasta época macrista, se habían dejado de fabricar en el país y se compraban a China, quien hoy, apenas puede abastecerse.

También tomó la difícil decisión de cerrar las fronteras con Chile y Brasil, ya que el movimiento turístico proveniente de esos dos países es mayor, y son los que registran más afectados.

Con precisión quirúrgica, trata de organizar de la mejor manera posible, las políticas que  permitan sobrevivir a la debacle sanitaria y económica que se avecina.

Con un año que económicamente será sumamente difícil y con tantos valores y creencias puestos en duda,  la suma de todos los miedos por la peste logró lo que la política y los discursos no habían logrado: Alberto Fernández es hoy, el líder de la nación.

Débora Mabaires é cronista e mora em Buenos Aires.

 

 

 

A opinião do/a autor/a não necessariamente representa a opinião de Desacato.info.

#AOutraReflexão
#SomandoVozes

#FiqueEmCasa

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.