Agricultura Familiar enfrenta crise da maçã e produtores vão às ruas

Um cartel empresarial na região catarinense leva agricultores familiares à crise devido ao preço pago pelo quilo da maça abaixo do custeio

As ruas na Serra Catarinense do município de São Joaquim amanheceram hoje com os agricultores familiares nas ruas em protesto ao preço da maçã pago aos produtores. Os empresários repassam um valor baixíssimo aos agricultores familiares pelo quilo da maça, inclusive fora do mínimo fixado pelo Governo.

Segundo os agricultores e agricultoras familiares o custo de produção sai a R$ 0,70 centavos e os empresário estão pagando 0,65 centavos o quilo. O cartel dos empresários provoca uma crise, quando milhares de agricultores estão endividados e sem ter como pagar o custeio da produção e financiamentos.

Na pauta de reivindicação, há o pedido de revisão de contratos com as empresas compradoras, para que seja estipulado um preço mínimo de compra. Ainda, apontam a necessidade de políticas públicas e ações de incentivo dos Governos estadual e federal, que gere mais autonomia de produção e venda.

De acordo com as lideranças da Fetraf de Santa Catarina, a renda oriunda da maçã é o principal recurso financeiro de inúmeras famílias. Hoje, o Grupo de Trabalho dos produtores de maçã deve sistematizar a pauta, com o objetivo de negociar com o Governo estadual e federal uma solução para a crise do setor.

A cidade de São Joaquim se destaca na produção de maçã. De acordo com dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) divulgada pelo IBGE em setembro de 2017, São Joaquim é o município que mais produz maças no país. As cidades de Fraiburgo (3º), Bom Jardim da Serra (7º), Monte Carlo (8º), Lebon Régis (9º), Urupema (12º), Bom Retiro (13º), Água Doce (14º), Urubici (15º) e Painel (17°) também estão na lista. A pesquisa também indicou que Santa Catarina é o 9º Estado na participação do valor na produção agrícola nacional e tem o segundo município maior produtor de frutas, que é São Joaquim.

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