A rua e o esgoto

Cronopiando por Koldo Campos Sagaseta.

(Português/Español).

Ninguém debe achar estranho que, vulnerando as próprias normas do Congresso, o Partido Popular tenha negado ao grupo misto seu direito a contar com um representante na Comissão de Gastos Reservados.

Nessa comissão, em que se amontoam os mais sórdidos segredos oficiais bem guardados da curiosidade pública e da ação da justiça, não é qualquer um que é aceito e, especialmente, quando essa comissão oculta “temas de grande sensibilidade para o Estado que não podem ter conhecimento de grupos em sintonia com Amaiur”. Por isso o veto a que Alfred Bosch, representante catalão de Esquerra Republicana,  formasse parte dessa comissão. Como dissera Garzón  “tudo é ETA”, também Esquerra Republicana de Catalunya, por mais legítima e legal que seja a sua presença no Congresso.

Obviamente, legislar, aprovar leis, reformar, incluso, a Constituição do Estado, não são temas sensíveis, ainda, que requeiram a exclusão de determinados representantes do poder popular em sintonia com ETA e que, em qualquer caso, seguem à espera de que prosperem as demandas de Rosa Díez para que sejam ilegalizados, mas daí a consentir, seja contravindo as disposições do próprio Congresso, que possa o entorno terrorista aparecer e, talvez, até divulgar esses segredos oficiais em que se arquivam as identidades de tantos impunes assassinos, crimes encobertos, malversação, com os que o Estado se garante seu direito a se proteger do Estado de direito, há um trecho inaceitável.

“A rua é nossa” bramava Fraga, os esgotos também.

Versão em português: Tali Feld Gleiser.

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La calle y las cloacas

Cronopiando por Koldo Campos Sagaseta.

Nadie debe extrañarse de que, vulnerando las propias normas del Congreso, el Partido Popular le haya negado al grupo mixto su derecho a contar con un representante en la Comisión de Gastos Reservados.

En esa comisión, en la que se hacinan los más sórdidos secretos oficiales a buen resguardo de la curiosidad pública y de la acción de la justicia, no se acepta a cualquiera y, especialmente, cuando esa comisión oculta “temas de gran sensibilidad para el Estado que no pueden estar en conocimiento de grupos en sintonía con Amaiur”. De ahí el veto a que Alfred Bosch, representante catalán de Esquerra Republicana,  formara parte de esa comisión. Como apuntara Garzón  “todo es ETA”, también Esquerra Republicana de Catalunya, por más legítima y legal que sea su presencia en el Congreso.

Obviamente, legislar, aprobar leyes, reformar, incluso, la Constitución del Estado, no son temas sensibles, todavía, que requieran la exclusión de ciertos representantes del poder popular en sintonía con ETA y que, en cualquier caso, siguen a la espera de que prosperen las demandas de Rosa Díez para que sean ilegalizados, pero de ahí a consentir, sea contraviniendo las disposiciones del propio Congreso, que pueda el entorno terrorista asomarse y, tal vez, hasta divulgar esos secretos oficiales en que se archivan las identidades de tantos impunes asesinos, crímenes encubiertos, malversaciones autorizadas, con los que el Estado se garantiza su derecho a protegerse del Estado de derecho, hay un trecho inaceptable.

“La calle es nuestra” bramaba Fraga, las cloacas también.

 

Imagem: avelaboca.org.ar

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