A dor da virada

Foto: Captura de tela

Do Facebook de Gilberto Maringoni.

A conjuntura se acelerou. Mudou. Só estamos virando porque entramos na ofensiva. Nos últimos dias, largamos o medo, a angustia e a depressão coletiva. Em seus lugares vieram o ânimo, a força e uma raiva benigna de não nos deixarmos entregar. O sangue subiu aos olhos.

A cada dia se sucedem os enfrentamentos dos quais não recuamos. Voltamos a usar nossas camisetas de campanha, a nos manifestar publicamente e a pedir votos abertamente.

Tentaram nos intimidar nas ruas, nos empregos e nas universidades. Medíocres juízes querendo aparecer e meganhas buscando autoafirmação apareceram à nossa frente. Caíram no ridículo, deixando suas boçalidades expostas à vista de todos.

Não estamos mais sozinhos. Agora somos multidão, multidões. Coloridas, alegres, enérgicas, confiantes! Cantamos, gritamos, suamos, pulamos e dançamos na cara deles.

O fascismo é o contrário. É cinza, exala ódio por todos os poros, ameaça, chantageia e mente.

Sensibiliza os pobres de espírito, os medíocres, os apavorados, os paneleiros órfãos e os desenturmados.

O fascismo não propõe redenção coletiva, mas um violento darwinismo social, profundamente individual e excludente. Cativa muita gente. Atrai os idiotas cujo brado mais criativo é “minha bandeira jamais será vermelha”. Precisam disso para seguir pesadamente ressentidos em suas imbecilidades seguras e em seu medo de classe.

Nós temos gás e adquirimos confiança em nossos tacos! A 24 horas do dia das urnas, revelamos fôlego de fundistas. Estamos com pique para o final da prova, para a arrancada dos últimos 100 metros.

Sofremos como cão sem mãe nos últimos meses. Hesitamos. Parecia que não ia dar e pensamos em jogar a toalha. Mas ultrapassamos a intimidação e a defensiva.

Estamos vivendo dias e noites épicos, heroicos.

Inegavelmente inesquecíveis!

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