A Biblioteca mais antiga do Brasil, disponibiliza obras raras online

A Biblioteca mais antiga do Brasil, disponibiliza obras raras online

A Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia, fundada em 1582, reúne um acervo bibliográfico considerável, tanto no que se refere a quantidade de volumes, como no que diz respeito a qualidade do acervo, que dispõe de obras escritas nas mais variadas línguas, abrangendo as diversas áreas do conhecimento.

O valioso acervo acumulado e conservado ao longo de mais de quatro séculos de existência conta com uma notável coleção de obras raras dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX (são manuscritos, iluminuras, livros, documentos históricos, cartas, testamentos, mapas, desenhos e plantas de arquitetura, partituras musicais), tornando a Biblioteca do Mosteiro uma das mais importantes do país. A preocupação de preservar o legado cultural ao longo da história sempre foi uma característica dos mosteiros beneditinos.

Durante todo o século XX, o acervo foi sendo ampliado e diversificado. A aquisição de obras deste último século foi complementada com uma importante sessão de periódicos das mais diversas áreas de pesquisa, mantida em constante atualização.

A Biblioteca do Mosteiro é especializada em Teologia, Filosofia e História. O acervo é aberto ao público e as consultas e pesquisas são feitas na própria Biblioteca, sendo vetado o empréstimo de livros e periódicos, como também o acesso direto dos pesquisadores à área destinada ao acervo raro. As visitas mais freqüentes têm sido de estudantes universitários, pesquisadores de universidades e instituições nacionais e estrangeiras.

A sala de pesquisa da Biblioteca tem sido utilizada ainda para o lançamento de livros e exposições. O projeto de ampliação prevê a instalação de gabinetes de estudo individual e coletivo, como também a informatização do acervo, processo que se encontra em estágio bastante adiantado.

Além do trabalho permanente realizado pelos monges, a Biblioteca do Mosteiro conta com a colaboração de voluntários e doadores nas obras de conservação, modernização e ampliação do acervo bibliográfico, das instalações físicas e dos equipamentos técnicos de apoio.

A Biblioteca destaca-se como importante elemento integrante do contexto acadêmico. Caracteriza-se pela oferta, ao corpo docente e discente, de um lastro bibliográfico e de serviços de informação que apóiam os programas de ensino da Instituição. Dessa forma, a Faculdade São Bento da Bahia conta com apoio de uma Biblioteca acadêmica qualificada que garante o suporte aos seus programas de ensino, pesquisa e extensão.

O Mosteiro de São Bento, entidade mantenedora da Faculdade São Bento da Bahia, possui Biblioteca própria, cujo acervo abrange as mais diversas áreas do conhecimento, para o uso dos monges, dos docentes e discentes da Faculdade São Bento e de pesquisadores de outras Universidades e Faculdades.


Obras do Mosteiro de São Bento, em Salvador – foto: Divulgação/Mosteiro

OBRAS RARAS DISPONÍVEIS ONLINE
O público pode conferir mais de 60 obras raras, dos séculos XVI ao XIX, que podem ser acessadas gratuitamente pelo Portal de “Livros Raros da biblioteca do mosteiro.

Entre as obras restauradas e digitalizadas está a coleção “Obras Completas de Luiz de Camões”, edição crítica com as mais notáveis variantes, de 1873; a súmula “O Médico do povo”, de 1868, com instruções para cura e tratamento de moléstia; “Cartas Selectas”, de Padre Antônio Vieira, de 1856; “Index Librorum Prohibitorum”, do Papa Bento XIV, de 1764; e “Historia dos Judeos”, de Flavio José, de 1793. Os mais antigos da lista são “Cometario as Sentenças de Duns Scoto, do Fr. Nicolau de Orbellis”, de 1503; e “Suma Theologica Secundæ”, de São Tomas de Aquino, de 1534.

O Mosteiro de São Bento foi o primeiro mosteiro fundado pela ordem dos Beneditinos nas Américas. A biblioteca do local foi fundada em 1582 e é tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) desde a década de 1930. O acervo ultrapassa os 200 mil volumes, e o setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil obras impressas do séc. XVI ao XIX.

Fonte: Revista Prosa, Verso e Arte. 

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