5 de março de 2014

Publicado em: 04/03/2014 às 18:23

5 de março de 2014.

Nesta semana, em incontáveis pontos do Mundo se oferecem homenagens ao Comandante Hugo Rafael Chávez Frías, com motivo de comemorar-se o primeiro ano da sua partida física. Muitas análises ideológicas, geopolíticas, econômicas ocupam os veículos de comunicação libertários e naqueles detratores do líder nosso-americano. De maneira que nestas linhas só destacaremos os sentimentos que milhões de seres visualizamos, sentimos ou projetamos na figura do líder, do Brasil até a Palestina, do Vietnã até Angola.

Chávez renovou a autoestima libertária dos povos da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos, que ele projetou unida definitivamente. Isto, numa região culturalmente avassalada e desprezada pelos invasores europeus e norte-americanos, que outorgaram o nome pejorativo de “populista” a todo líder que o Povo democraticamente decidiu manter no poder pelo tempo que achou necessário, para benefício dos mais humildes, misturando tradições tribais e conceitos de democracia europeus.

O Comandante foi um divisor de épocas. O episódio histórico acontecido em Mar del Plata, Argentina, onde protagonizou com sua liderança e sua amálgama mestiça aquele mágico momento de união regional contra o imperialismo na frase ‘ALCA, Al Carajo’, resumiu o sentimento histórico de multidões escravizadas, índias, negras, mestiças, brancas antiimperialistas e excluídas pelo sistema abrindo um novo momento para Nossa América que custou e custa, especialmente à Venezuela, lutas e agressões imperialistas e oligárquicas brutais.

Chávez recordou numa passagem do seu livro, Cuentos del Arañero, que um jovem general brasileiro, pernambucano, de nome José Inácio de Abreu e Lima, secretário, correspondente e combatente de Bolívar, quando o Libertador fora traído pela oligarquia nascente da Venezuela que ele libertou, decidiu ficar do lado do Libertador. Seguimos o exemplo de Abreu e Lima. Seguimos joelho em terra contigo, Comandante!

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Imagem: Homenagem do MST a Hugo Chávez, por um ano de sua partida. Mural feito com sementes, por Maritania Andreta.

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