#Editorial Desacato e a campanha eleitoral

Leitores e leitoras do Portal Desacato e audiência do JTT Agora, bom dia.

Em todos seus anos de existência Desacato.info prescindiu de cobrir as eleições municipais, estaduais e nacionais do Brasil. Manteve-se afastado dos pleitos e em todos os casos comunicou essa decisão aos leitores e leitoras através de um posicionamento editorial. Desta vez, também através do nosso editorial diário, comunicamos que nas eleições municipais de 2020 essa decisão mudou e sim estaremos atentos ao desenrolar das mesmas.

Que mudou na nossa linha editorial? Nada, a linha editorial continua a mesma. O que nos levou a tomar uma decisão diferente das contendas anteriores é a conjuntura terrível que vive o país e nossa responsabilidade jornalística e social dentro desse cenário urgente.

Os leitores e leitoras sabem que mesmo não acompanhando as eleições nos anos anteriores, isso não estava motivado nem pelo desinteresse nem por lavar-nos as mãos e acomodar-nos depois ao resultado. Desacato.info e a Cooperativa Comunicacional Sul têm uma visão crítica do processo eleitoral dentro do jogo democrático criado pela burguesia e amparado no sistema de exploração de classes capitalista.

Ao mesmo tempo, Desacato nega também a suposta imparcialidade pregada pela grande mídia que faz campanha diária de forma velada, o ano todo e todos os anos, em favor dos seus partidos e candidatos, amáveis com os interesses da classe dominante. A mídia tradicional é parcial e Desacato também, porque não existe o jornalismo imparcial. Mas, nós sim criticamos as organizações e siglas do campo da esquerda e popular quando achamos que isso é necessário, e sempre jogamos limpo com os leitores, nunca ocultamos que temos lado.

O lado que Desacato defende é o campo dos excluídos, dos agredidos, marginalizados, desempregados, perseguidos, escravizados e humilhados pelos poderes do estado e privados, mancomunados na exploração da maioria dos seres humanos do planeta. Esse campo pelo qual nós optamos está vivendo seu pior momento desde o retorno à democracia; retorno parcial e agora diminuído à sua mínima expressão por um governo inimigo da classe trabalhadora e dos mais vulneráveis. Percebemos que esse campo não aguenta mais e que, muito além da nossa visão teórica sobre a importância das eleições burguesas, esse campo precisa de algum alívio, mesmo que nos parâmetros arraigados a esse sistema democrático que negamos criticamente no exercício diário e coletivo da nossa profissão.

Decidimos que precisamos contribuir na construção do debate das esquerdas de Santa Catarina, propiciando mesas e entrevistas que difundam a construção programática das frentes progressistas. Por essa necessidade e urgência, assumimos este ano uma posição diferente. Se acertamos ou erramos, se valeu a pena ou não, o tempo dirá.

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