CPMI das fake news quer material do Facebook sobre rede ligada ao clã Bolsonaro

Além dos perfis falsos e conteúdos derrubados pela plataforma, comissão parlamentar vai pedir quebra de sigilo bancário de 60 investigados

Foto: Isac Nóbrega

Por Ricardo Ribeiro

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fake news vai solicitar ao Facebook as informações sobre a rede de distribuição de desinformação e perfis falsos ligada à família Bolsonaro que a plataforma derrubou nesta quarta-feira (8).

“Vamos receber esse conteúdo e, a partir daí, decidir se convocamos os envolvidos”, disse o senador Angelo Coronel (PSD-BA), que preside a comissão, ao jornal Folha de S.Paulo.

Mais cedo nesta quarta, o Facebook anunciou a derrubada da rede ligada ao PSL e a funcionários dos gabinetes do presidente, do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e dos deputados estaduais bolsonaristas Anderson Moraes (PSL-RJ) e Alana Passos (PSL-RJ).

No total, os técnicos da rede social identificaram 35 contas, 14 páginas e 1 grupo, além de 38 contas no Instagram, que pertence ao Facebook. O grupo contava com 350 participantes. Já as páginas no Facebook somavam 883 mil seguidores, e os perfis do Instagram, 917 mil.

Segundo o presidente da CPMI, será feita uma primeira análise para confirmar se as mensagens publicadas pelas contas realmente continham discursos ódio e desinformação. A comissão votará também a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de mais de 60 pessoas envolvidas.

Segundo o Facebook, a rede bolsonarista postava conteúdos relacionados às eleições, memes políticos, críticas à oposição, ataques a empresas de mídia e jornalistas, além de material enganoso relacionado ao coronavírus.

Entre os citados pela plataforma como responsável pela divulgação dos conteúdos está Tércio Arnaud Thomaz, assessor especial do presidente Jair Bolsonaro. Ele é apontado como integrante o “gabinete do ódio”, por indicação do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

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