Agressor de enfermeiras na manifestação em Brasília é ligado ao Ministério de Damares

(Foto: Reprodução / Youtube)

O homem descontrolado atacando enfermeiras que estavam em protesto pacífico e silencioso, em Brasília, foi identificado como Renan da Silva Sena e como funcionário do ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, pasta de Damares Alves.

Segundo o UOL, em matéria de Flávio Costa, o indivíduo é funcionário terceirizado do MDH. Em sua ação furibunda, ele agrediu verbalmente e cuspiu em enfermeiras na Praça dos Três Poderes no dia 1 de maio.

Segundo apurou a reportagem, ele é analista de projetos do setor socioeducativo, mas não aparece no ministério nem exerce suas atividades desde meados de março. Renan é contratado da empresa G4F Soluções Corporativas Ltda, que tem um contrato com o MDH no valor de R$ 20 milhões de prestação de serviços operacionais e apoio administrativo.

A pasta de Damares disse que pediu a demissão de Sena à empresa e isso teria ocorrido em 23 de abril. O UOL apurou que o email funcional do indivíduo continuava ativo e não recebeu documentos que comprovassem o afastamento.

O ministério fez notinha repudiando atos de violência e agressão, e diz que lutar contra isso é sua missão. A ver. Renan entrou para o radar dos ilícitos depois que agrediu enfermeiros que faziam uma manifestação pacífica em homenagem aos 55 colegas mortos por causa do novo coronavírus. De camisa amarela e usando a bandeira nacional como arma, Renan agrediu, xingou, empurrou e avançou contra duas enfermeiras que estavam no ato. Para coroar a ação, o indivíduo ainda cuspiu no rosto de uma estudante de medicina que passava e tentou defender as profissionais de saúde.

Os colegas de trabalho de Sena, no MDH, o consideram uma pessoa ‘de trato difícil e insubordinada’, apurou a reportagem. Ainda foi levantando que, além de não aparecer desde meados de março ao trabalho, o indivíduo alegou que estava doente, não respondeu e-mails de superiores nem executou tarefas, porém participou de diversos protestos em que a intervenção militar era o mote.

Esteve presente no ato do dia 15 de março, com Jair, bem como em ato do dia 19 de abril com pedidos histéricos de fechamento do Congresso Nacional e do STF. Também foi protestar em frente à embaixada da China, além de ir gritar impropérios na frente do STF.
A reportagem apurou que o MDH, que disse ter pedido desligamento de Renan em 18 de março, se esqueceu de avisar a empresa terceirizada. O MDH disse também que avisou a empresa em 16 de abril e em 20 do mesmo mês. No dia 23 de abril, foi acenada a substituição, mas nenhuma documentação foi apresentada ou encontrada que pudesse comprovar isso.

Renan Sena fazia-se acompanhar pela empresária Marluce Carvalho de Oliveira Gomes, que também foi pródiga em insultos e agressões às enfermeiras, e pelo professor de inglês Gustavo Gayer, que foi quem gravou o protesto e o divulgou nas redes como sendo ‘mentiroso’. Os personagens não responderam às perguntas da reportagem do UOL.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.