Eskerrik Asko, AEK

Publicado em: 02/12/2011 às 11:37
Eskerrik Asko, AEK

(Português/Espanhol).

Cronopiando por Koldo Campos Sagaseta.

Não é fácil aprender nenhuma língua, o euskara também não. Especialmente, quando sempre aparece alguma desculpa, e nenhum mais socorrido que o tempo, que adie o seu aprendizado para um melhor momento que não vai chegar nunca. Afinal, nenhum euskaldun vai lhe deixar com a palavra na boca, seja francesa ou espanhola, embora para isso deva renunciar a falar a sua própria língua para responder a sua inquietação. Até o lehendakari se pode dar o insólito luxo de não falar euskara, fato tão inaudito como supor um presidente de um governo espanhol que não fale espanhol.

Outra das desculpas mais comuns é que o euskara não serve para nada, “nem sequer para dar a hora em Alcobendas”, como afirmara não faz muito Jon Juaristi, vocal da Academia Basca da Língua por graça do okupa que preside o governo basco.

Ignoro que problema tenha Jon Juaristi com o euskara, o tempo e Alcobendas, mas que tenha chegado à conclusão citada ou nos situa frente a um exibido ou nos retrata um chato, porque supondo que Juaristi estivesse a passeio por essa vila madrilenha, um alcobendense perguntasse a hora em espanhol, só a um exibido lhe poderia ocorrer responder em basco. E se o azar, sempre veleidoso, fizesse com que quem lhe perguntasse a hora fosse um basco e, além do mais, a exigisse em euskara, não se explica que um acadêmico da língua basca o deixasse sem resposta, a não ser que o acadêmico fosse um chato ou, o mais provável, que ambas possibilidades se dessem a mão e a hora.

Também não é o único cretino que comete um deslize nem o único pretexto para condenar o euskara ao ostracismo. “Com o euskara você não vai a lugar nenhum” já ouvi falar a mais de um. E não é verdade. Os espanhois, que eu saiba, não falavam quechua, aimara, maia ou guarani e isso não foi um obstáculo para que fossem à América. Também não falavam tagalo nem cebuano e isso não impediu que se metessem nas Filipinas, nem o desconhecimento do árabe os desanimou para desembarcar no norte da África, como não evitou que ignorassem o euskara para ocupar Euskalherria. Os ingleses desconheciam o hindu, o chinês, o papuano, e não por isso deixaram de escrutar todos os cantos do mundo.

Claro que, os bascos nunca temos demonstrado interesse especial em transformar o nosso país em um sacro império onde o sol nunca se pusesse ou em fazer da nossa identidade uma unidade de destino no universal. Em nossa provinciana e incorrigível vocação, seguimos nos conformando com falar euskara em nossas casas, em nossas  cidades, entre nós, com nossos vizinhos, com nossos filhos e filhas, em viver em euskara, e o único destino que se nos conhece, ao único lugar ao que pretendemos ir com o euskara, é para o futuro, a esse infalível futuro que haverá de nos saber livres e euskaldunes.

Por isso e porque em 3 de dezembro se celebra, precisamente, o Dia do Euskara, é que quero aproveitar a ocasião para agradecer os esforço que se vêm fazendo desde AEK  em favor do euskara. E muito especialmente, a sua sede de Azkoitia, a Oihana eta Maite, nere andereñoak, pela dedicação e a paciência que têm comigo, por mais que saibam que nunca vou a passar pela Lehendakaritza,  nem negarei a hora a um alcobendense seja em erdera ou em euskara.

N. da T.

Eskerrik Asko: Obrigado

Lehendakari: Presidente do Governo Basco.

Euskara: Língua basca em basco.

Euskaldun: Basco.

Euskalherria: País Basco

Erdera: Castelhano em basco.

Versão em português: Tali Feld Gleiser.

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Eskerrik asko AEK

Cronopiando por Koldo Campos Sagaseta.

Ninguna lengua es fácil de aprender, tampoco el euskara. Especialmente, cuando siempre aparece algún pretexto, y ninguno más socorrido que el tiempo, que postergue su aprendizaje para un mejor momento que no va a llegar nunca. Al fin y al cabo, ningún euskaldun va a dejarte con la palabra en la boca, así sea francesa o castellana, aunque deba renunciar a hablar su propia lengua para responder a tu inquietud. Hasta el lehendakari puede darse el insólito lujo de no hablar euskara, hecho tan inaudito como suponer un presidente de un gobierno español que no hable castellano.

Otra de las excusas más comunes es que el euskara no sirve para nada, “ni siquiera para dar la hora en Alcobendas”, como afirmara no hace mucho Jon Juaristi, vocal de la Academia Vasca de la Lengua por gracia del okupa que preside el gobierno vasco.

Ignoro qué problemas tenga Jon Juaristi con el euskara, el tiempo y Alcobendas, pero que haya llegado a la conclusión citada o nos sitúa frente a un engreído o nos retrata a un necio, porque en el supuesto de que  paseando Juaristi por esa villa madrileña, un alcobendense le pidiera la hora en castellano, sólo a un engreído se le podía ocurrir dársela en vasco. Y si el azar, siempre veleidoso, hizo que quien le pidiera la hora fuera un vasco y, además, la exigiera en euskara, no se explica que un académico de la lengua vasca lo dejara sin respuesta, a no ser que el académico fuera un necio o, lo más probable, que ambas posibilidades se dieran la mano y la hora.

Tampoco es el único cretino que desbarra ni el único pretexto para condenar el euskara al ostracismo. “Con el euskara no vas a ninguna parte” he oído decir a más de uno. Y no es verdad. Los españoles, que yo sepa, no hablaban quechua, aimara, maya o guaraní y ello no fue obstáculo para que fueran a América. Tampoco hablaban tagalo ni cebuano y ello no impidió que se metieran en Filipinas, ni el desconocimiento del árabe los desanimó para desembarcar en el norte de África, como no evitó que ignorasen el euskara para ocupar Euskalherria. Los ingleses desconocían el hindú, el chino, el papuano, y no por ello dejaron de escrutar todos los rincones del mundo.

Claro que, los vascos nunca hemos demostrado especial interés en transformar nuestro país en un sacro imperio en el que nunca se pusiera el sol o en hacer de nuestra identidad una unidad de destino en lo universal. En nuestra aldeana e incorregible vocación, seguimos conformándonos con hablar euskara en nuestras casas, en nuestros pueblos, entre nosotros, con nuestros vecinos, con nuestros hijos e hijas, en vivir en euskara, y el único destino que se nos conoce, al único lugar al que pretendemos ir con el euskara, es al futuro, a ese infalible futuro que ha de sabernos libres y euskaldunes.

Por ello y porque el 3 de diciembre se celebra, precisamente, el Día del Euskara, es que quiero aprovechar la ocasión para agradecer los esfuerzos que se vienen haciendo desde AEK  en favor del euskara. Y muy especialmente, a su sede de Azkoitia, a Oihana eta Maite, nere andereñoak, por la dedicación y la paciencia que tienen conmigo, por más que sepan que nunca voy a pasar por la Lehendakaritza,  ni a negarle la hora a un alcobendense sea en erdera o en euskara.

 

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