Santos sabia que as FARC iam libertar 6 prisioneiros de guerra

Juan Carlos Pinzón, ministro colombiano da Defesa, rodeado do comando militar do Estado oligárquico. (AFP, Felipe Caicedo)

Anncol.

(Português/Español).

Córdoba anunciou o comunicado ANTES de que o estado escolhesse provocar um massacre (4 prisioneiros mortos devido ao assalto do exército).

As FARC anunciaram a libertação de seis prisioneiros de guerra: Piedad Córdoba anunciou receção do comunicado da organização insurgente, em que anunciam a libertação, antes de que o Estado elegesse provocar o massacre, em uma dessas ‘operações de resgate a sangue e fogo’ que são repudiadas até pelos familiares dos soldados presos de guerra.

Piedad Córdoba e Mulheres pela Paz tinham nas suas mãos o comunicado das FARC no qual anunciavam a decisão de libertação de 6 presos de guerra de maneira iminente. De fato, antes inclusive da receção deste comunicado, já Piedad Córdoba tinha anunciado desde 5 de novembro que a libertação ia em caminho: de modo que o Estado colombiano tinha pleno conhecimento de que a liberdade dos fardados já ia se concretizar, pela via pacífica, e preservando as suas vidas, mas lamentavelmente escolheu a via da morte.

Colombianos e colombianas pela paz, em um comunicado expedido a 26 de novembro, disse que lamentava a morte dos quatro fardados e que precisamente no dia de ontem, recebia a carta das FARC, na qual anunciavam a libertação (Leia aqui a carta das FARC).

Em carta das FARC dirigida a Colombianos e Colombianas pela paz, que lidera a ex-senadora Piedad Córdoba, o Secretariado das FARC anunciava a libertação de 6 dos 17 presos de guerra.

Texto das FARC: “Anunciamos a libertação de 6 dos prisioneiros que permanecem no nosso poder, os quais serão entregues às assinantes da missiva que hoje respondemos, encabeçadas pela senadora Piedad Córdoba, prévia precisão dos protocolos de segurança”

O processo já vinha germolando desde antes da morte do chefe guerrilheiro, Alfonso Cano. Piedad Córdoba revelou-o assim o 05 de novembro, um dia após que fosse assassinado pelo exército, o máximo comandante das FARC.

Primeiro uma nota necessária da linguagem e as confusões concetuais, porque remete ao fundo de todo este assunto: a necessidade urgente de pressionar ao governo colombiano para uma saída pacífica e soluções de paz: a solução de paz é o intercâmbio humanitário de presos de guerra. Uma nota para ser corretos nos termos e as categorias concetuais, já que por algo existe um DIH que contempla ditas categorias.

Publicamos a seguir o VíDEO de Notícias Uno como documento fé da existência do anúncio de libertação e a sua receção por Piedad Córdoba anterior à operação a sangue e fogo que decidiu fazer o governo; não obstante queremos assinalar que Notícias Uno, pese a ser das melhores equipas jornalísticas colombiana (minimamente independente ao regime), repete um erro na nominação dos presos de guerra, chama-os ‘sequestrados’, o qual é inexato à luz do DIH, e essa falta de certeza impossibilita em parte o intercâmbio, ao semear confusão na opinião. É um lastre da linguagem em um país no que a ditadura do pensamento único se aplica duramente mediante o terror de estado, a estigmatização constante contra o pensamento crítico, e o bombardeio mediático de mentiras como parte da guerra adiantada pelo regime colombiano contra a perceção da realidade. Para o contexto dos fatos e o questionamento essencial no manejo da linguagem que implica confusão na hora de procurar soluções, citamos esta parte do texto “Que passou na Selva”:

Os militares, polícias e soldados não são sequestrados, são Presos de Guerra: existe o DIH que os reconhece como tais e que prevê um INTERCÂMBIO HUMANITÁRIO para que saiam livres em intercâmbio dos Presos de Guerra insurgentes.

Mas é o Estado colombiano o que se nega ao INTERCÂMBIO Humanitário.

Enquanto o Estado colombiano nega-se a um intercâmbio humanitário, demonstrando que não se importam nada com os soldados que lutam no seu exército funcional ao grande capital, porque os trata como carne de canhão se negando uma e outra vez ao intercâmbio de presos; a guerrilha não cessou de fazer libertações unilaterais.

A opção do intercâmbio sim é a opção de paz, é a opção humanitária contemplada no mesmo DIH; mas o Estado nega-se.

No Caguán e seguintes oportunidades as FARC libertaram mais de 300 (trezentos) presos de guerra em seu poder; enquanto o regime não liberta aos presos políticos e de guerra.

Sobre os 4 presos de guerra que morreram em uma operação do exército, no sábado 26 de novembro 2011, operação que o Estado chama “operação de resgate”; há que dizer que nessas operações bélicas sempre resultam vários mortos: são operações contra as quais estão os mesmos familiares dos presos pelas considerar perigosas. Mas o governo igual faz estas operações sanguinárias em vez de fazer um intercâmbio humanitário de presos.

Só temos as informações dos militares: não há uma investigação séria. Ninguém sabe o que passou nessa selva, e é aconselhável usar a prudência dado que o bombardeio mediático nos leva para conclusões apressadas: não temos por que achar a versão do generalato de um regime culpado a mais de 3.200 assassinatos de meninos e jovens nos macabros ‘falsos positivos’.

A verdade vai se saber com o tempo, com muito tempo provavelmente. Cabe a dúvida e perguntar-se se não é exequível que os tenha executado o mesmo regime a quem lhe interessavam mais mortos para o seu macabra propaganda contra a insurgência, que vivos. Mais ainda quando já as FARC-EP enviava em um comunicado a Piedad Córdoba, o anúncio da libertação de 6 presos de guerra de maneira iminente.

Parecesse que para o exército o importante é frustrar as libertações dos seus próprios presos de guerra, assim seja causando a morte destes. No comunicado das FARC, que lhe chegou como Carta Aberta a Colombianos e Colombianas pela Paz, a insurgencia anuncia não somente outra libertação unilateral dos prisioneiros de guerra, senão que também reclama mais justiça no tratamento da humanidade dos colombianos: “Seria justo que apelando ao exercício da razão, o direito e a ética no tratamento do problema, não se ocultara aos guerrilheiros presos. São ao redor de 800. A dor não é somente dos familiares dos prisioneiros em nosso poder. O humanitarismo deve olhar, sempre, com os seus dois olhos. (…) Seguimos à espera de uma troca de prisioneiros de guerra.”

Os rebeldes pedem mais equidade: “Sugerimos-lhes dirigir a sua mirada sobre a situação que enfrentam centenas de guerrilheiros presos e uns 7.500 cidadãos encarcerados pelas suas ideias, como resultado da criminalização da oposição política e o protesto social (…) Solicitamos-lhes considerar, como assunto crucial para aclimatar a convivência, o estudo de fórmulas que permitam a repatriação e libertação de Simón Trinidad, Sonia e Iván Vargas, guerrilheiros das FARC prisioneiros do império, extraditados aos Estados Unidos.”

Concluem: “Como um novo ato humanitário que apoia esta carta, anunciamos a libertação de 6 dos prisioneiros que permanecem em nosso poder”

Os 4 soldados morreram pelo acionar do exército, quando a decisão da sua libertação já estava tomada, assim fora de maneira unilateral, sem obter presos políticos e da insurgencia a mudança. Frustrou-se uma libertação já consensualizada. Cabe perguntar-se que retorcido acionar pode surgir na lógica aberrante de um estado que usa uma ferramenta paramilitar com serras mecânicas para torturar às suas vítimas: Preferiu talvez o regime, depois de se ter inteirado da libertação iminente, frustrar a libertação assim fora a costa da morte dos soldados?

É triste a morte dos soldados presos de guerra, a dos guerrilheiros, a do povo colombiano. O estado colombiano elegeu a opção de guerra, o ‘resgate’ a sangue e fogo, em vez da opção de paz que é o intercâmbio de presos. Com a opção de paz teria-se conseguido libertar os presos de guerra que hoje estão mortos, e também, em troca, presos de guerra guerrilheiros que hoje estão nas masmorras da Colômbia, muitos deles doentes terminais. Aliás, neste caso as FARC aceitavam outra libertação unilateral, com o qual o Estado nem sequer tinha que fazer um gesto humanitário (o qual também não é justo, porque os presos guerrilheiros devem ser libertos também: faz falta trocar).

Com a opção de paz do intercâmbio sim se teria sabido que passou, porque se teria lembrado um espaço determinado, com observadores nacionais e internacionais, fazendo as coisas de maneira sensata e humanitária. A opção de guerra deixa todo cheio de dor, de morte e de obscurantismo, porque não há maneira de saber que passou na selva, mas pelas versões dos militares: e para ser justos não podemos tomar essas versões como dignas de credibilidade pois é a versão de um bando em guerra, além de um exército que para fazer a guerra suja psicológica com a exibição de cadáveres reais, não teve escrúpulos em assassinar para isso a civis e os apresentar como “abatidos em combate”.

Que credibilidade tem um regime capaz de raptar os meninos de Soacha para depois os assassinar e apresentar os seus cadáveres como “guerrilheiros abatidos em combate”?

A notícia redigida por Noticias UNO, com nota para ser exatos nas categorias do DIH, entre parêntese.

Antes de conhecer a notícia, o grupo colombianos pela paz recebeu uma carta do secretariado das FARC na que anunciavam a libertação de seis dos fardados…

O processo de libertação destes sequestrados (presos de guerra) vinha desenvolvendo-se desde antes de que Alfonso Cano fosse abatido pelas Forças Armadas.

Foi revelada uma carta das FARC dirigida a Colombianos e Colombianas pela paz, que lidera a ex-senadora Piedad Córdoba.

Nela, o Secretariado das FARC anunciava a libertação de 6 dos 17 “trocáveis”.

Texto das FARC: “Anunciamos a libertação de 6 prisioneiros dos que permanecem no nosso poder, os quais serão entregues às assinantes da missiva que hoje respondemos, encabeçadas pela senadora Piedad Córdoba, prévia precisão dos protocolos de segurança”.

Colombianos e colombianas pela paz, em um comunicado expedido a 26 de novembro, disse que lamentava a morte dos quatro fardados e que precisamente no dia de ontem, recebia a carta das FARC, na que anunciavam a libertação.

O processo já vinha germolando desde antes da morte do chefe guerrilheiro, Alfonso cano. Piedad Córdoba reveu-o assim o 05 de novembro, um dia após que fosse abatido pelo exército, o máximo chefe das FARC.

Na carta aberta e que foi dirigida a MULHERES DO MUNDO, que lhes tinham pedido as libertações, as FARC se referiram a um processo de intercâmbio de presos no médio oriente.

¨Quando em Médio Oriente o Estado sionista de Israel liberta mais de 1.000 prisioneiros palestinos em troca de um só dos seus soldados, o governo da Colômbia virou costas, por 13 anos, aos seus¨.

E recordaram que as FARC adiantaram processos de libertação nos governos de Samper, Pastrana e Uribe.

Fizeram questão do acordo humanitário como ante-sala a um acordo de paz e pediram que o governo propicie a repatriação de Simon Trinidad, Sonia e Ivan Vargas , extraditados aos Estados Unidos.

Tradução: Diário Liberdade.

Santos sabía que las FARC iban a liberar 6 prisioneros de guerra

Anncol

Las FARC habían anunciado la liberación de seis prisioneros de guerra: Piedad Córdoba anunció recepción del comunicado de la organización insurgente en la que anuncian la liberación, antes de que el estado eligiera hacer la masacre, en una de esas ‘operaciones de rescate a sangre y fuego’ que son repudiadas hasta por los familiares de los soldados presos de guerra.

Piedad Córdoba y Mujeres por la Paz tenían en sus manos el comunicado de las FARC en el que anunciaban la decisión de liberación de 6 presos de guerra de manera inminente. De hecho, antes incluso de la recepción de este comunicado, ya Piedad Córdoba había anunciado desde el 5 de noviembre que la liberación iba en camino: así que el estado colombiano tenía pleno conocimiento de que la libertad de los uniformados ya iba en camino, por la vía pacífica, y preservando sus vidas, pero lamentablemente eligió la vía de la muerte.

Colombianos y colombianas por la paz, en un comunicado expedido el 26 de noviembre, dijo que lamentaba la muerte de los cuatro uniformados Y que precisamente en el día de ayer, habían recibido la carta de las FARC, en la que anunciaban la liberación (Lea aquí la carta de las FARC).

En carta de las FARC dirigida a Colombianos y Colombianas por la paz, que lidera la exsenadora Piedad Cordoba, el Secretariado de las Farc anunciaba la liberación de 6 de los 17 presos de guerra.

Texto de las FARC “Anunciamos la liberación de 6 prisioneros de los que permanecen en nuestro poder, los cuales serán entregados a las firmantes de la misiva que hoy respondemos, encabezadas por la senadora Piedad Córdoba, previa precisión de los protocolos de seguridad”

El proceso ya venía gestándose desde antes de la muerte del jefe guerrillero, Alfonso Cano. Piedad Córdoba lo revelo así el 05 de noviembre un día después de que fuera asesinado por el ejército, el máximo comandante de las FARC.

http://www.youtube.com/watch?v=QeSJ-wBr3cY&feature=player_embedded

Complemento de información al VIDEO de noticias UNO:

Primero una acotación necesaria del lenguaje y las confusiones conceptuales, porque remite al fondo de todo este asunto: la necesidad urgente de presionar al gobierno colombiano para una salida pacífica y soluciones de paz: la solución de paz es el intercambio humanitario de presos de guerra. Una acotación para ser correctos en los términos y las categorías conceptuales, ya que por algo existe un DIH que contempla dichas categorías. Publicamos a continuación el VIDEO de Noticias Uno como documento fe de la existencia del anuncio de liberación y su recepción por Piedad Córdoba anterior a la operación a sangre y fuego que decidió hacer el gobierno; no obstante queremos señalar que Noticias Uno, pese a ser de los mejores equipos periodísticos colombianos (mínimamente independiente al régimen), repite un error en la nominación de los presos de guerra, los llama ‘secuestrados’, lo cual es inexacto a la luz del DIH, y esa inexactitud imposibilita en parte el intercambio, al sembrar confusión en la opinión. Es un lastre del lenguaje en un país en el que la dictadura del pensamiento único se aplica férreamente mediante el terror de estado, la estigmatización constante contra el pensamiento crítico, y el martilleo mediático de mentiras como parte de la guerra adelantada por el régimen colombiano contra la percepción de la realidad. Para el contexto de los hechos y el cuestionamiento esencial en el manejo del lenguaje que conlleva confusión a la hora de buscar soluciones, citamos esta parte del texto “Qué pasó en la Selva”:

Los militares, policías y soldados no son secuestrados, son Presos de Guerra: existe el DIH que los reconoce como tales y que contempla un INTERCAMBIO HUMANITARIO para que salgan libres en intercambio de los Presos de Guerra insurgentes.

Pero es el Estado colombiano el que se niega al INTERCAMBIO Humanitario.

Mientras el estado colombiano se niega a un intercambio humanitario, demostrando que no le importan nada los soldados que han peleado en su ejército funcional al gran capital, porque los trata como carne de cañón negándose una y otra vez al intercambio de presos; la guerrilla no ha cesado de hacer liberaciones unilaterales.

La opción del intercambio sí es la opción de paz, es la opción humanitaria contemplada en el mismo DIH; pero el estado se niega.

En el Caguán y subsiguientes oportunidades las FARC liberaron más de 300 (trescientos) presos de guerra en su poder; mientras que el régimen no libera a los presos políticos y de guerra.

Sobre los 4 presos de guerra que murieron en una operación del ejército, el sábado 26 de noviembre 2011, operación que el estado llama “operación de rescate”; decir que en esas operaciones bélicas siempre resultan varios muertos: son operaciones contra las cuales están los mismos familiares de los presos por considerarlas peligrosas. Pero el gobierno igual hace estas operaciones sanguinarias en vez de hacer un intercambio humanitario de presos.

Sólo tenemos las informaciones de los militares: no hay una investigación seria. Nadie sabe lo que pasó en esa selva, y es aconsejable usar la prudencia dado que el martilleo mediático nos lleva hacia conclusiones apresuradas: no tenemos por qué creer la versión del generalato de un régimen culpable de más de 3.200 asesinatos de niños y jóvenes en los macabros ‘falsos positivos’.

La verdad se sabrá con el tiempo, con mucho tiempo probablemente. Cabe la duda y preguntarse si no es factible que los haya ejecutado el mismo régimen a quién le interesaban más muertos para su macabra propaganda contra la insurgencia, que vivos. Más aún cuando ya las FARC-EP habían enviado en un comunicado a Piedad Córdoba el anuncio de la liberación de 6 presos de guerra de manera inminente.

Pareciera que para el ejército lo importante es frustrar las liberaciones de sus propios presos de guerra, así sea causando la muerte de éstos. En el comunicado de las FARC, que le llegó como Carta Abierta a Colombianos y Colombianas por la Paz, la insurgencia anuncia no solamente otra liberación unilateral de los prisioneros de guerra, sino que también reclama más justicia en el tratamiento de la humanidad de los colombianos: “Sería justo que apelando al ejercicio de la razón, el derecho y la ética en el tratamiento del problema, no se invisibilizara a los guerrilleros presos. Son alrededor de 800. El dolor no es solamente de los familiares de los prisioneros en nuestro poder. El humanitarismo debe mirar, siempre, con sus dos ojos. (…) Seguimos a la espera de un canje de prisioneros de guerra.”

La insurgencia pide más equidad: “Les sugerimos dirigir su mirada sobre la situación que afrontan centenares de guerrilleros presos y unos 7.500 ciudadanos encarcelados por sus ideas, como resultado de la criminalización de la oposición política y la protesta social (…) Les solicitamos considerar, como asunto crucial para aclimatar la convivencia, el estudio de fórmulas que permitan la repatriación y liberación de Simón Trinidad, Sonia e Iván Vargas, guerrilleros de las FARC prisioneros del imperio, extraditados a los Estados Unidos.”

Concluyen: “Como un nuevo acto humanitario que respalda esta carta, anunciamos la liberación de 6 prisioneros de los que permanecen en nuestro poder”

Los 4 soldados murieron por el accionar del ejército, cuando la decisión de su liberación ya estaba tomada, así fuera de manera unilateral, sin obtener presos políticos y de la insurgencia a cambio. Se frustró una liberación ya consensuada. Cabe preguntarse qué retorcido accionar puede surgir en la lógica aberrante de un estado que usa una herramienta paramilitar con motosierras para descuartizar a sus víctimas: ¿Prefirió acaso el régimen, tras haberse enterado de la liberación inminente, frustrar la liberación así fuera a costa de la muerte de los soldados?

Es triste la muerte de los soldados presos de guerra, la de los guerrilleros, la del pueblo colombiano. El estado colombiano eligió la opción de guerra, el ‘rescate’ a sangre y fuego, en vez de la opción de paz que es el intercambio de presos. Con la opción de paz se hubiera logrado liberar a los presos de guerra que hoy están muertos, y también, en intercambio, a presos de guerra guerrilleros que hoy están en las mazmorras de Colombia, muchos de ellos enfermos terminales. Es más, en este caso las FARC habían aceptado otra liberación unilateral, con lo cual el estado ni siquiera hubiera tenido que hacer él un gesto humanitario (lo cual tampoco es justo, porque los presos guerrilleros deben ser liberados también: hace falta intercambiar). Con la opción de paz del intercambio sí se hubiera sabido qué pasó, porque se hubiera acordado un espacio determinado, con observadores nacionales e internacionales, haciendo las cosas de manera sensata y humanitaria.

La opción de guerra deja todo lleno de dolor, de muerte y de oscurantismo, porque no hay manera de saber qué pasó en la selva sino por las versiones de los militares: y para ser justos no podemos tomar esas versiones como dignas de credibilidad pues es la versión de un bando en guerra, además de un ejército que para hacer la guerra sucia sicológica con la exhibición de cadáveres reales, no ha tenido escrúpulos en asesinar para ello a civiles y presentarlos como “abatidos en combate”.

¿qué credibilidad tiene un régimen capaz de raptar a los niños de Soacha para luego asesinarlos y presentar sus cadáveres como “guerrilleros abatidos en combate”?

La noticia redactada por NoticiasUNO, con acotación para ser exactos en las categorías del DIH, entre paréntesis

Antes de conocer la noticia, el grupo colombianos por la paz recibió una carta del secretariado de las FARC en la que anunciaban la liberación de seis de los uniformados…

El proceso de liberación de estos secuestrados (presos de guerra) venía desarrollándose desde antes de que Alfonso Cano fuera abatido por las Fuerzas Armadas.

Fue revelada una carta de las FARC dirigida a Colombianos y Colombianas por la paz, que lidera la exsenadora Piedad Cordoba.

En ella el Secretariado de las Farc, anunciaba la liberación de 6 de los 17 canjeables.

Texto de las FARC “Anunciamos la liberación de 6 prisioneros de los que permanecen en nuestro poder, los cuales serán entregados a las firmantes de la misiva que hoy respondemos, encabezadas por la senadora Piedad Córdoba, previa precisión de los protocolos de seguridad”.

Colombianos y colombianas por la paz, en un comunicado expedido el 26 de noviembre, dijo que lamentaba la muerte de los cuatro uniformados Y que precisamente en el día de ayer, habían recibido la carta de las FARC, en la que anunciaban la liberación.

El proceso ya venía gestándose desde antes de la muerte del jefe guerrillero, Alfonso cano. Piedad Córdoba lo revelo así el 05 de noviembre un día después de que fuera abatido por el ejército, el máximo jefe de las FARC.

En la carta abierta y que fue dirigida A MUJERES DEL MUNDO que les habían pedido las liberaciones, las FARC se refirieron a un proceso de intercambio de presos en el medio oriente.

¨Cuando en Medio Oriente el Estado sionista de Israel libera a más de 1.000 prisioneros palestinos a cambio de uno sólo de sus soldados, el gobierno de Colombia le ha dado la espalda, por 13 años, a los suyos¨.

Y Recordaron que las FARC adelantaron procesos de liberación en los gobiernos de Samper, Pastrana y Uribe.

Insistieron en el acuerdo humanitario como antesala a un acuerdo de paz y pidieron que el gobierno propicie la repatriación de Simon Trinidad, Sonia e Ivan Vargas , extraditados a Estados Unidos.

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