13 mulheres presas após protestos em Porto Alegre

A detenção de ativistas em Porto Alegre logo após o resultado do julgamento dos recursos do ex-presidente Lula resgatou o arbítrio e truculência característicos da atuação das Polícias Militares brasileiras. Direitos preconizados na Constituição Federal foram ignorados durante a condução e custódia dos militantes.

Algemados, alguns dos presos passaram a noite em posição vexatória sem direito às necessidades básicas. Foto: Mídia NINJA

Familiares, amigos e advogados acompanham o caso de perto. Foto: Mídia NINJA

Acusados de formação de quadrilha e incêndio criminoso, ao total 16 pessoas aguardam para serem transferidas para o presídio central. São 13 mulheres e 3 homens, todos parte do movimento Levante Popular da Juventude. Uma pessoa que estava na rua e tirou fotos da ação também foi detida e passou a noite algemado, em situação vexatória e sem acesso às necessidades básicas. Ela não fazia parte do grupo.

Uma das meninas detidas está machucada. Os rapazes passaram a noite algemados dentro das viaturas. Para completar, garantias constitucionais como contato com advogados e familiares não foram permitidos.

Também não foi oferecida possibilidade de fiança. Advogadas e advogados ativistas passaram a noite na delegacia na tentativa de garantirem o tratamento adequado previsto no ordenamento jurídico brasileiro no que se relaciona à detenção de pessoas. Entrarão com um pedido de liberdade provisória para os ativistas.

Ônibus no qual os ativistas foram encaminhados para a prisão. Foto: Mídia NINJA

Até o momento, não foi marcada a audiência de custódia para que seja dado prosseguimento às investigações. As advogadas e advogados ativistas não tiveram acesso ao completo teor do inquérito, em mais uma flagrante transgressão constitucional perpetrada pelas forças de segurança de Porto Alegre.

Confira a transmissão ao vivo feita essa manhã na porta da 3ª DP:

 

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