“Senhor Obama: nos deixe viver em paz”

Publicado em: 26/02/2011 às 21:09
“Senhor Obama: nos deixe viver em paz”

Português/Español.

Por Xiomara Castro de Zelaya.

Prezadas companheiras e companheiros

Povo hondurenho,

Desde a minha posição de mulher e cidadã lutadora permanente pelos direitos do povo em resistência e como delegada dos povos indígenas LENCAS, cumprimento a histórica e digna Assembleia da Frente Nacional de Resistência Popular.

As coisas que vivi junto com vocês nestes últimos dois anos são inesquecíveis pra meu coração e minha mente; o cerco militar em ALAUCA, no Paraíso; os ultrajes que os militares cometeram contra o estado, contra o primeiro cidadão do país e contra minha família em 28 de junho, o assassinato e a tortura de Pedro Magdiel, de Wendy Ávila, de Isis Obed Murillo, os assassinato dos professores, camponeses, indígenas, os membros da comunidade LGTB, os jornalistas e as torturas que sofremos durante quatro meses na embaixada do Brasil, é impensável esquecer tanta dor e sofrimento.

É indignante, companheiros, que todos estes crimes não sejam punidos, jamais poderemos guardar silêncio; e esta manhã peço a todos  os presentes que nos fiquemos de pé e  levantemos as mãos  para fazer um  juramento em nome dos caídos e dos familiares das vítimas, juramos não  descansar  jamais até que acabe esta terrível  impunidade e se capture e condene os assassinos!!!

Todas estas violações à vida e à lei deixam em evidência aos  organismos de justiça em Honduras, que covardemente guardam silêncio frente ao crime e os assassinos que vestem de púrpura,  de seda o de verde oliva.

Sou vítima e testemunha desta brutalidade; sofremos todos os dias, contando o tempo e os meses no exílio, enquanto trabalho narrando  ao mundo o que aconteceu e  ao que estamos submetidos pelos desígnios perversos de uma oligarquia associada  com o crime e com o império americano.

É inaceitável que os  militares continuem tendo apoio dos Estados Unidos para sustentar aparatos de assassinos  paramilitares como na década de oitenta, tornando os filhos de camponeses pobres, em máquinas de matar e em instrumentos de  morte em contra de seus próprios irmãos.

Faço um chamamento enérgico ao regime militar,  especialmente ao que dirige agora a política em Honduras, ao  presidente norte-americano, Barack Obama, que no próximo mês estará em El Salvador,  e que, além do mais, vocês sabem a forma em que fazia alarde dizendo que em Honduras havia um golpe de estado, e  terminou apoiando o ditador,  aquele que  assassinou a democracia para que se realizasse uma fraude eleitoral, com estados de sítio e fechamento de meios de comunicação, crimes e repressão; –  faço um chamamento para que nos deixem viver em paz, que nos deixem escolher o sistema em que queremos viver, para que cesse a repressão e o assassinato em contra de inocentes hondurenhos da resistência, só pelo crime de pensar diferente deles.

Sr presidente Obama: tenho certeza de que o povo norte-americano não aceita o apoio que o senhor dá a quem violenta  os direitos humanos em Honduras. Saiba o senhor que enquanto estivermos vivos os integrantes desta resistência, em Honduras e no Departamento 19,  não vamos claudicar nem esquecer  jamais a sua responsabilidade neste estado de repressão  em que vivemos,  e vamos continuar lutando até que esta  inaceitável situação mude definitivamente.

À oligarquia quero dizer que queremos viver em paz, que estes princípios e o dano que nos causaram estão na consciência de nossos filhos, e que vocês têm garantidos pelo menos 20 anos de luta exigindo justiça, vocês não conseguirão nos tratar de novo como se não fôssemos seres humanos.

A semente plantada em nossa luta pela independência e a liberdade deu frutos e, nesta Assembleia do FNRP, está lançando sólidas RAIZES.

Coincido com Mel em que não é momento de entrar em a teia de aranha do inimigo, nos somando a seu jogo. A liberdade se consegue lutando de frente; companheiros. Eles nunca nos darão nada. E a vitória não se consegue guardando silêncio por seus crimes e abandonando nossa luta.

Companheiros este não é o momento para começar uma luta entre nós mesmos. Este é um momento para nos unirmos; é um momento para nos encontrar e é neste sentido com o maior respeito das suas decisões,   faço um especial reconhecimento e peço um aplauso para a equipe do FNRP e manifesto em meu nome e o de Mel seu apoio e respaldo a Juan Barahona exemplo de luta pelo povo hondurenho.

Para mim como mulher, estar hoje aqui é uma honra especial que a vida reserva a muito poucos seres humanos na nossa história. Tenho o orgulho de compartilhar com a FNRP neste momento de Refundação de Honduras para definir a luta por uma Assembleia Nacional Constituinte originária e aberta para restaurar a nossa democracia.

Obrigada à ONILH a nomeação como delegada dos povos originários desta terra, os povos indígenas aos que abraço fraternalmente.

Irmãos, daqui a cem anos  os livros   dirão  que fomos muito duros, muito suaves, muito grandes, o muito pequenos. Isso depende de como escrevamos hoje esta história. O que quero é que lembrem que nesta luta,  quando fomos chamados pro sacrifício para derrotar os covardes golpistas, as mulheres em resistência fomos as primeiras em falar PRESENTE!!!

Resistimos e venceremos

Xiomara Castro Zelaya

Ex-primeira dama

Delegada da Organização Nacional Indígena Lenca

Representante das Mulheres em Resistência.

Comissionada pelo coordenador geral JMZR

Versão em português: Tali Feld Gleiser

 

Estimadas compañeras y compañeros

Pueblo hondureño:

Desde  mi posición de mujer y ciudadana  luchadora permanente por los derechos del pueblo en resistencia y como  delegada de los pueblos indígenas LENCAS; saludo  la histórica y digna Asamblea del Frente Nacional de Resistencia Popular.

Las cosas que he vivido junto a ustedes en estos últimos 2  años son imborrables en mi corazón y en mi mente. El  cerco militar en  ALAUCA, en  el Paraíso, los  ultrajes que los militares cometieron contra el estado, contra el primer ciudadano del país y contra mi familia el 28 de junio, el asesinato y la tortura de Pedro Magdiel, de Wendy Ávila, de Isis Obed Murillo, los asesinatos de los maestros,  campesinos,  indígenas, los miembros de la comunidad LGTB, los periodistas y las torturas que sufrimos durante 4 meses en la embajada de Brasil, tanto dolor y sufrimiento es impensable olvidarlos.

Es indignante compañeros, que todos estos  crímenes estén sin castigo, jamás podremos guardar silencio; y esta mañana les pido a todos  los presentes que nos pongamos de pie y  levantemos las manos  para hacer un  juramento en nombre de los caídos y de los familiares de las víctimas, juramos” No  descansar  jamás hasta que termine esta terrible  impunidad y se capture y condene a los asesinos!!!. “

Todas estas violaciones a la vida y a la  ley  ponen en evidencia a los  organismos de justicia en Honduras, que  cobardemente guardan silencio frente al crimen y a los asesinos que se visten de púrpura,  de seda o de verde olivo.

Soy víctima y testigo  de esta  brutalidad; sufrimos todos los días, contando el tiempo y los meses en el exilio, mientras trabajo relatando  al mundo lo que aconteció y  a lo que estamos sometidos por  los designios perversos de una oligarquía asociada  con el crimen y con el imperio americano.

Es inaceptable que los   militares continúen teniendo apoyo de Estados Unidos para sostener aparatos de asesinos   paramilitares como en la década de los ochenta,  convirtiendo a los hijos de campesinas pobres, en máquinas para matar y en instrumentos de  muerte en contra de sus propios hermanos.

Hago un llamado enérgico al régimen militar,  especialmente al que dirige ahora la política en Honduras, al  presidente norteamericano Barack Obama, quien el próximo mes estará en El  Salvador,  y que además ustedes saben la forma en que alardeaba diciendo que en Honduras había  un golpe de estado, y  terminó apoyando al  dictador,  al que  asesinó la democracia para que se realizara un fraude electoral, con  estados de sitio y cancelación de medios de comunicación, crímenes y represión. Hago un llamado para que nos dejen vivir en paz,  que nos dejen escoger el sistema en que queremos vivir, para que cese la represión y el asesinato en contra de inocentes hondureños de la resistencia, solo por el delito de pensar diferente a ellos.

Sr. presidente Obama estoy segura de que el pueblo norteamericano no acepta el apoyo que usted le da a quien violenta  los derechos humanos en Honduras.  Sepa usted que mientras estemos vivos los integrantes de esta resistencia, en Honduras y en el Departamento 19,  no vamos a claudicar, ni a olvidar JAMÁS su responsabilidad en este estado de represión  en que vivimos,  y vamos a seguir luchando hasta que esta  inaceptable situación  cambie definitivamente.

A la  oligarquía quiero decirle que queremos vivir en paz , que estos  principios, y el daño que nos han causado están en la consciencia de nuestros hijos, y que por  lo menos  20 años de lucha exigiendo  justicia los tienen   garantizados, que no  podrán volver a  tratarnos  como objetos o como que no fuéramos seres  humanos .

La semilla  sembrada en nuestra lucha, por la independencia y la libertad  ha dado frutos, y en esta   esta Asamblea del FNRP está echando sólidas RAÍCES.

Coincido con Mel en que no es momento de entrar en la telaraña del enemigo sumándonos a su juego. La  libertad se consigue luchando de frente. Compañeros,  ellos nunca  nos darán nada; y la victoria no se consigue guardando silencio por sus crímenes y abandonando nuestra lucha.

Compañeros este no es el momento, para empezar una lucha entre nosotros mismos,  este es un momento para salir unidos; es un momento para encontrarnos, y en este sentido con el mayor respeto a sus decisiones,   hago  un especial reconocimiento y pido un aplauso para el equipo del FNRP y manifiesto en mi nombre y en el de Mel; su  aliento y respaldo a Juan Barahona ejemplo de lucha por el pueblo hondureño.

Para mí como mujer, estar hoy aquí es un honor especial que la vida reserva a muy pocos seres humanos en nuestra historia;  me cabe el orgullo de compartir con el FNRP en esta hora de Refundación de Honduras, por definir la lucha por una Asamblea Nacional Constituyente originaria y abierta para restaurar nuestra democracia.

Agradezco a la ONILH la nominación como delegada de los pueblos originarios de esta tierra, los pueblos indígenas a quienes abrazo fraternalmente.

Hermanos dentro de cien años  los libros   dirán  que fuimos muy duros, muy suaves, muy  grandes, o muy pequeños, eso depende de cómo escribamos hoy esta historia; lo que quiero es que  recuerden  que en esta lucha,  cuando se nos llamó para el sacrificio, para derrotar a los cobardes golpistas, las mujeres en resistencia  fuimos las primeras en decir  PRESENTE !!!

Resistimos y venceremos

Xiomara Castro Zelaya

Ex primera dama

Delegada de Organización Nacional Indígena Lenca

Representante de las Mujeres en Resistencia.

Comisionada por el coordinador general JMZR

 

 

 

 

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